Campo Grande-MS 23.06.2017
Ouvidos também devem receber cuidados no verão
Quinta-Feira, 21.01.2016 às 13:00
Ouvidos também devem receber cuidados no verão
Sem proteção, o ouvido fica mais susceptível a infecções
Elaine Pereira
Para o Portal Top Vitrine
Divulgação/Banco de Notícias/Portal MZ
Ao mergulhar ou nadar, a água entra nos ouvidos
Divulgação
Profa Dra. Tanit Ganz Sanchez

Estamos em pleno verão de 2016 e as praias, piscinas e cachoeiras estão lotados de turistas querendo se divertir e refrescar do calor, que alcança 40 graus em algumas regiões.

 

Além dos cuidados e alertas com a proteção solar, também vale a pena prestar atenção aos ouvidos, que podem ser sensíveis para a entrada de água, ao barulho em excesso e até ao uso das hastes flexíveis para limpeza.

 

Ao mergulhar ou nadar, a água entra nos ouvidos, tanto das crianças como dos adultos. Alguns ouvidos mais sensíveis podem ter problema com isso, como explica a Profa Dra. Tanit Ganz Sanchez, otorrinolaringologista e presidente da Associação de Pesquisa Interdisciplinar e Divulgação do Zumbido (APIDIZ).

 

“O acúmulo de água no canal do ouvido pode causar a Otite Externa, pois o local fica úmido e facilita o crescimento de bactérias. Isso provoca dor de ouvido - que pode ficar bem forte após 3 ou 4 dias sem tratamento -, sensação de entupimento e de perda de audição temporária (enquanto durar a infecção), além de zumbido (som tipo apito ou chiado no ouvido). Para evitar isso, pessoas com ouvidos sensíveis à entrada de água devem secá-lo adequadamente após cada entrada na água, preferencialmente pingando algumas gotas de álcool no canal”.

 

Já a diferença na pressão atmosférico que ocorre quando descemos na serra ou no avião pode causar um outro problema, conhecido como Autofonia.

 

“É aquela sensação do ouvido tapado que pode durar apenas enquanto o carro ou o avião estão em descida – que é o esperado – ou até algumas horas ou dias. Além disso, também pode haver dor de ouvido e zumbido. Esse problema pode ser agravado se a pessoa estiver com problemas nasais, como resfriado, rinite, sinusite, desvio de septo nasal,  pois a tuba auditiva (canal que comunica o nariz com os ouvidos) fica entupida e provoca os sintomas de ouvido”, complementa a Profa Dra. Tanit Ganz Sanchez.

 

Além da Otite e da Autofonia, a Dra. Tanit, que pesquisa há mais de 20 anos o zumbido no ouvido e outros problemas das vias auditivas, lista alguns outros problemas que podem ocorrer no verão:

 

Uso de hastes flexíveis

 

Muito usadas para secar os ouvidos após a entrada na água ou para limpar o ouvido, as hastes podem remover toda a cera que é a proteção natural do canal auditivo. Sem proteção, o ouvido fica mais susceptível a infecções e também ha risco de perfuração do tímpano, causando surdez e zumbido. Quando esses sintomas ocorrem juntos, o sofrimento é maior.

 

Para evitar problemas, sugerimos que a cera removida seja apenas aquela que o ouvido espontaneamente expulsa do canal para as dobrinhas externas do ouvido, usando uma toalha ou lencinho umedecido até onde a ponta do dedo alcança. No caso de secar o ouvido, recomendamos o uso de gotas de álcool, como já explicado antes.

 

Exposição ao som alto

 

Praia e verão atraem shows e aulas públicas de danças na praia, com auto-falantes enormes e potentes para uma multidão ouvir. Pessoas que ficam próximas às caixas de som ou são expostas por longo tempo a outros sons altos pode ter zumbido e perda de audição, temporários ou definitivos. Para evitar isso, sempre recomendamos o uso de protetor auricular e intervalos de 10 minutos a cada 50 minutos de exposição ao som.

 

Dores na garganta

 

No verão aumenta muito o consumo de gelados (bebidas alcóolicas, sucos, sorvetes etc). Isso, aliado a gritaria nos shows e festas, também pode causar dores de garganta e rouquidão. Para evitar, recomendamos moderação no consumo de gelados e repouso vocal. Algumas pessoas se recuperam mais rapdamente com gargarejos feitos com água morna e sal.

 

Apesar de não ser indicado de rotina pelos médicos, a medida é inócua e pode ajudar num momento inicial. Se os sintomas persistirem, é importante procurar um Otorrinolaringologista.

 

Profa Dra. Tanit Ganz Sanchez

 

É otorrinolaringologista com doutorado e livre-docência pela USP, Diretora-Presidente do Instituto Ganz Sanchez, Presidente da Associação de Pesquisa Interdisciplinar e Divulgação do Zumbido (APIDIZ), Criadora da Campanha Nacional de Alerta ao Zumbido (Novembro Laranja) e do Grupo de Apoio Nacional a pessoas com Zumbido (GANZ). Assumiu a missão de desvendar os mistérios do zumbido e é pioneira nas pesquisas no Brasil, sendo reconhecida por sua didática, objetividade e compartilhamento aberto de ideias.

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