Campo Grande-MS 20.08.2017
Mercado testa apetite pelo risco
Quarta-Feira, 30.03.2016 às 08:00
Mercado testa apetite pelo risco
Temer é o primeiro na linha sucessória, caso Dilma saia do cargo
Olivia Bulla - Mercado Financeiro
Para o Portal Top Vitrine
Arte/Coluna Mercado Financeiro
CNI-Ibope divulga hoje avaliação do governo Dilma

Formalizada a saída do PMDB do governo, deve ter início a debandada de partidos que também irão desfazer a aliança com a presidente Dilma Rousseff, evidenciando o isolamento dela no poder e fortalecendo a tese do impeachment contra o seu mandato. Essa notícia deveria alimentar uma corrida dos investidores pelo risco brasileiro, mas a ofensiva orquestrada por Dilma e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode redobrar a cautela.

 

Para ajudar a testa o apetite dos mercados domésticos, as indicações de que o Federal Reserve deve prosseguir cautelosamente enfraqueceram as apostas de aumento dos juros por lá em breve, animando os ativos globais, principalmente os de países emergentes, como o Brasil. Mas, aqui, prossegue a contagem regressiva para a formação de um governo presidido pelo vice, Michel Temer, o que exclui a necessidade de eleições diretas.

 

Temer, aliás, não esteve presente na reunião do PMDB, realizada ontem à tarde, para não influenciar na decisão do partido de sair da base aliada do governo, que foi aprovada por aclamação. O encontro durou menos de quatro minutos, sem nenhuma explicação a mais após longos 13 anos ao lado do PT, e definiu que nenhum integrante da legenda está autorizado a exercer cargos no governo em nome do partido, sob pena de processo ético.

 

A exceção ficou com o vice Temer – o primeiro na linha sucessória, caso Dilma saia do cargo - sob a alegação de que ele foi eleito. O encontro de peemedebistas foi acompanhado de gritos como “Brasil para frente, Temer presidente” e “Fora PT”. Ainda assim, não foi definido prazo para quando os cerca de 600 postos no governo e em seis ministérios ocupados pelo PMDB sejam entregues.

 

Para o ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, a saída do PMDB "abre espaço para um novo governo", redistribuindo cargos na Esplanada dos Ministérios. A estratégia do Palácio do Planalto é de dar mais espaço aos partidos menores da base, o chamado "novo centrão", como forma de garantir os 172 votos necessários para barrar o impeachment na Câmara dos Deputados. Até sexta-feira, um novo ministério deve ser formado.

 

Em relação a Temer, Wagner disse que a relação com o vice será educada, porém, "politicamente interditada". Para o ministro, Temer terá "dificuldade ainda maior" em conduzir um governo que não tem a "legitimidade" de 54 milhões de votos - em Dilma. Ela, inclusive, cancelou a ida aos Estados Unidos, a fim de evitar que Temer assuma a Presidência, após a decisão do PMDB de sair do governo.

 

Rombo de R$ 25 bilhões nas contas públicas

 

Diante desse noticiário político, os negócios locais devem relegar o rombo de pouco mais de R$ 25 bilhões nas contas públicas apenas em fevereiro, o pior resultado para o mês desde o início da série, em 1997, uma vez que os mercados domésticos dão como certa a mudança de comando no governo, que tende a promover um forte ajuste na área fiscal. Às 10h30, o Banco Central anuncia os números consolidados do setor público em fevereiro, que devem apenas corroborar o quadro grave das contas públicas no país.

 

Antes, às 8h, sai o resultado de março do IGP-M, que deve desacelerar fortemente ante a taxa do mês passado, para a faixa de 0,5%, refletindo a descompressão dos produtos industriais ligados ao câmbio e também a queda nos preços de alimentos. Às 12h30, o BC volta à cena para divulgar os dados semanais do fluxo cambial.

 

Mas o destaque da agenda doméstica é a divulgação de uma nova pesquisa CNI-Ibope com a avaliação da população sobre o desempenho do governo Dilma, às 10h. No exterior, a zona do euro tem indicadores sobre a confiança do consumidor neste mês, pela manhã. Já nos EUA, destaque para o relatório ADP sobre a criação de vagas de emprego no setor privado em março, às 9h15.

 

O documento é tido como um termômetro para os números do relatório oficial do mercado de trabalho (payroll), na sexta-feira, e deve calibrar as expectativas dos investidores em relação ao timing da próxima alta no juro dos EUA, após a presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, dizer, ontem, que é apropriado proceder com cautela no atual ciclo de aperto da taxa dos Fed Funds. Isso porque a economia mundial ainda apresenta riscos elevados.

 

Esse tom suave (dovish) de Yellen ecoa nos mercados internacionais hoje, o que sustentam um ávido apetite por risco desde ontem. Os ativos emergentes tornaram-se mais atraentes após Yellen afirmar que a projeção do Fed em promover ao menos dois aumentos de juros neste ano não é um “plano” e depende da evolução da economia, mas, no geral, o sinal positivo prevalece entre as bolsas, moedas e commodities.

 

A Bolsa de Xangai registrou o maior ganho diário em cerca de um mês, de 2,8%, em reação ao Fed e após o balanço melhor que o esperado da China Petroleum & Chemical. O yuan chinês, por sua vez, registrou a maior alta em duas semanas ante o dólar. Nos demais mercados asiáticos, Honh Kong subiu 2,15%, mas Tóquio caiu 1,31%.

 

Na Europa, as principais bolsas da região avançam pelo segundo dia seguido, pegando carona no avanço em Wall Street, ainda por causa da cautela do Fed sobre o aperto de juros nos EUA. O barril do petróleo sobe mais de 1%, mas segue abaixo de US$ 40, enquanto os metais básicos recuam. Entre as moedas, o dólar tem perdas generalizadas ante os rivais.

27 OUTUBRO - TER
Plataforma evita desperdício na colheita de milho
11 AGOSTO - TER
Despejo ameaça seis mil indígenas Guarani-Kaiowá
13 NOVEMBRO - SEX
Estabeleça metas inteligentes para que se concretizem
02 ABRIL - QUA
Meliá Brasil 21 lança o sofisticado serviço The Level
Busca Detalhada
Utilize a busca avançadas do site para encontrar o que deseja em termos de noticías.