Campo Grande-MS 29.05.2017
Celular em viagem
Sexta-Feira, 23.12.2011 às 00:30
Celular em viagem
Paulo Renato Coelho Netto
Maria Lang – Folhapress para o Top Vitrine
Filipa Sousa/Folhapress
Barco rebelo na ribeira do Rio Douro
Celulares em números

231,6 milhões
É o número de acessos à telefonia móvel no Brasil registrado no final de outubro.

81, 62%
É o percentual referente aos celulares pré-pagos

18,38%
É o percentual referente aos celulares pós-pagos

1,37
É a média de celulares por pessoa no país

14,14%
Foi o aumento do número de celulares em 2011 (Fonte: Anatel)

Ligando o mundo

Os celulares estão cada vez mais presentes em todo o mundo e também nas mãos dos turistas, seja para resolver assuntos urgentes ou para tirar fotografias em frente a atrações turísticas, criando registros da experiência nos destinos visitados sem precisar levar uma câmera.
Tecnologia

Aplicativos para celular barateiam ligações no exterior.

DE SÃO PAULO - O preço salgado de ligações feitas no exterior em celulares pode baixar bastante com o uso de aplicativos como o Skype (www.skype. com), que permite chamadas para telefones fixos ou móveis a preços baixos, por meio de compra de créditos ou subscrição ao serviço.
Já o WhatsApp (www.what sapp.com) permite o envio de mensagens sem o uso de SMS. Com uso de Wi-Fi, o serviço é gratuito para mensagens enviadas para celulares de outros países.
Já o Viber (www.viber. com) permite ligações gratuitas para outros usuários do aplicativo usando 3G ou Wi-Fi. É gratuito e compatível com iPhone e Android.
Usar ou deixar de lado o serviço de roaming (que ativa a conexão do celular em viagens internacionais) é uma questão recorrente para brasileiros que saem do país, seja por poucos dias, seja por períodos mais longos.
A principal ressalva apontada por vários usuários ouvidos pela Folha é o preço cobrado pelo serviço.
E, embora seja complexa e exija pesquisa minuciosa antes de viajar, a alternativa a esse sistema pode ser a compra de um chip local pré-pago de operadoras que prestam serviços de telefonia dentro do país de destino (veja o roteiro nas págs. F8 e F9).
O diretor de TV Gian Carlo Belotti, 31, pagou caro pelo uso de roaming. "Tive uma experiência muito negativa com roaming. Foi há uns anos atrás, entre 2005 e 2006, em uma viagem de carro pela América do Sul", conta ele.
"Procurando uma forma de me comunicar nesse tempo, usei o roaming internacional automático", declara.
Graças à facilidade de funcionamento, ele utilizou o serviço para atender e fazer chamadas --ainda que de maneira moderada.
"Não abusei excessivamente, foi uma viagem a trabalho de 50 dias. Atendi em todos os momentos que me ligaram", diz. "Vieram três contas, uma de por volta de R$ 1.000, outra de R$ 800 e outra de mais de R$ 1.000. O susto foi que eu gastei por volta de R$ 3.500 com o celular, no total", afirma.
Na opinião dele, as vantagens do uso de roaming não valem o incômodo do custo.
"Por um lado, a qualidade e a facilidade do serviço, a maravilha de o celular pegar no meio do nada, acaba por não compensar na conta final. Eu acabei me estrepando na volta", admite.

"PIOR QUE CARTÃO"
Belotti considera a conta de roaming pior do que a de cartões de crédito.
"É muito pior. Simplesmente porque você não comprou um presente, você não comprou nada. Você só gastou com celular", afirma.
A partir da experiência ruim, o diretor de TV procurou alternativas de gasto menor nas demais viagens internacionais que fez.
"O que tenho feito nas últimas vezes é esquecer o roaming internacional. Realmente só uso em emergência. Meu celular é desbloqueado, então o que eu faço quando chego a qualquer país é procurar uma operadora, a fim de ver qual é a promoção da semana, comprar um chip e usar o celular para dados", relata. "É mais interessante ter internet porque acesso mapas, sites de restaurante e mando e-mails", considera.
Sem fronteiras
A tecnologia de telefonia móvel fez com que a distância deixasse de ser um empecilho na comunicação entre as pessoas. De Katmandu, no Nepal, até o sofisticado bairro de Ginza, em Tóquio, no Japão, o aparelho pode ser visto cada vez mais nas mãos de visitantes e de moradores locais, cena que se tornou universal e pode ser observada em diferentes países.

DE SÃO PAULO

Para o analista de sistemas Julio Cesar Rossi, 39, a experiência de uso do serviço de roaming em uma viagem a Guayaquil, no Equador, durante o mês passado, foi positiva --muito embora ele desconheça o valor da conta (trata-se de uma das maiores queixas de usuários quanto a esse serviço), que foi paga pela empresa na qual trabalha.
Ainda assim, houve um problema de atendimento.
"Eu fui com dois aparelhos, ambos da Vivo. Solicitei roaming para um dos aparelhos --e estou aguardando essa solicitação até hoje."
"Recebi uma mensagem dizendo que a solicitação seria tratada em segundos, mas também estou aguardando até hoje. O aparelho que eu já tinha habilitado funcionou normalmente", relata ele.
"No aparelho em que o roaming já estava habilitado, eu falei normalmente e com uma qualidade bem boa. Não tenho ideia do custo, mas o uso foi tranquilo e bom, funcionou muito bem", conta o analista, que usufruiu tanto do serviço de voz quanto do de dados durante seis dias na cidade equatoriana.
E, afinal, compensa usar o serviço de roaming em viagens internacionais?
"Não se você tiver outras ferramentas, outras opções", avalia Rossi. "Por exemplo, depois eu utilizei o Skype e consegui falar normalmente, sem problema nenhum."
No entanto, ele faz um alerta: "Dependendo da versão do aparelho smartphone, você não tem o Skype habilitado. Então, tem que falar pelo roaming, mesmo", avalia.

TORPEDOS
A grande vantagem do roaming habilitado é o uso de mensagens SMS a baixo custo, segundo disse à Folha o analista de sistemas Maurício Craveiro Hauptmann, 26.
"É a única [vantagem]. O custo é baixo e gira em torno dos centavos. Para receber, por exemplo, é gratuito", indica ele. "Trata-se de um custo-benefício bom e de maneira rápida", analisa ele.
Hauptmann costuma viajar para o exterior com certa frequência, em intervalos que variam entre sete dias e um mês. "O telefone acaba sendo usado com menos frequência. Sabendo quem liga, é possível enviar SMS ou e-mail", afirma o analista.
Ele evita recomendar o uso de roaming de dados, contudo. "É o mais alto que existe. Costumo recorrer ao Wi-Fi de hotéis, cafés e restaurantes, não recomendo mesmo."
No smartphone, Hauptmann indica o uso do aplicativo WhatsApp que, conectado à internet, permite falar com os contatos que também o possuem sem custo adicional. (MARINA LANG)
SOS celular
Confira as ofertas de chips e roaming para os dez destinos internacionais mais visitados pelos brasileiros.

DE SÃO PAULO

Escolher o plano de celular compatível com a necessidade de cada viagem é uma tarefa árdua justamente pelas benesses que a tecnologia proporciona. São múltiplos os planos que o viajante pode escolher em cada país e cada qual tem peculiaridades e tarifas específicas.
Uma das primeiras questões que o usuário deve considerar é a necessidade de uso (e o que pode gastar) em relação a cada viagem.
Caso o objetivo seja economizar dinheiro, não se deve hesitar na compra de um chip pré-pago local, com uso muito mais barato --inclusive para navegação na internet na maioria dos países.
A facilidade, no entanto, está disponível apenas para aqueles que têm celulares desbloqueados.
No ano passado, a Anatel determinou que isso é direito de todo cliente brasileiro, sem cobrança de multa adicional; a medida permite o uso em várias operadoras, inclusive nas internacionais.
Se não for o caso, Estados Unidos e França, por exemplo, vendem celulares básicos a preços baixos e que, mesmo não tendo a facilidade de aplicativos dos smartphones, também propiciam navegação na internet.
Mas, se é preciso receber ligações no seu próprio número brasileiro, a opção é o roaming pós-pago. Embora confortável, essa opção é bem mais cara --a própria facilidade pode aumentar o uso, que deve ser sentido somente quando a conta de celular chegar ao usuário.
Outra opção para aparelhos que a possuem é a conexão Wi-Fi: em diversos países, os hotéis, os bares e os cafés deixam essa tecnologia disponível e, caso tenha um smartphone, o usuário pode até fazer ligações via Skype para o Brasil a custos módicos (veja as dicas abaixo).
A Folha apurou quais são os dez principais países visitados por brasileiros. Em cada um deles, a reportagem selecionou duas opções distintas de planos locais com necessidades variadas, seja voz, dados ou SMS. Também há opções de roaming providas por operadoras brasileiras. Veja qual é a que se encaixa no seu perfil. (MARINA LANG)
Mais de 700 mil pessoas de todo o mundo foram às caves do vinho do Porto em 2010

FILIPA SOUSA - COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DE PORTUGAL

Na cidade do Porto, um dos locais turísticos mais antigos do continente europeu, é comum ouvir diversos idiomas. Turistas de várias partes do mundo elegem a cidade como o seu local de férias, sendo uma das razões atrativas o ex-líbris da cidade: as caves do vinho do Porto.
A curiosidade dos turistas em relação a esse patrimônio de Portugal motivou as caves a desenvolverem visitas guiadas, durante as quais é dada uma verdadeira lição de história sobre a bebida.
Após as vindimas no vale do rio Douro, é altura do vinho repousar nas caves, onde, devido às suas condições geográficas e climatéricas, o líquido adquire a riqueza e intensidade de aromas pelos quais é reconhecido.
Nessas visitas guiadas, que duram trinta minutos e que são realizadas em grupos de acordo com o idioma do turista, o visitante recebe informações referentes à história e ao processo de vinificação (desde a colheita da uva até o momento em que o vinho é transportado para as caves e depois engarrafado).
São esclarecidas informações sobre as garrafas e as designações que possibilitam a identificação dos diferentes tipos de vinho do Porto (ruby, o tawny, o vintage, o reserva etc.). O visitante ainda recebe conselhos sobre o melhor modo de conservar o vinho.
"É importante que dessas visitas os turistas levem a ideia correta sobre o vinho do Porto e que possam falar sobre o vinho de uma perspectiva diferente do que a que conheciam", salienta a guia turística das Caves Cálem.
O perfil do visitante das caves do vinho do Porto varia.
Há quem nada sabe e que procura na visita uma forma de conhecer esse tipo de bebida. E existe o turista mais informado, que vê na visita a oportunidade de se atualizar e provar novos vinhos.
Virginia Pickerell, turista norte-americana, disse que "a visita às caves serviu para conhecer a história do vinho do Porto" e corrigir as informações erradas que ela tinha.
Segundo a Associação das Empresas do Vinho do Porto (AEVP), que prevê aumento de visitas para o ano corrente, em 2010, as caves foram visitadas por 700 mil pessoas.
Para quando você for a Portugal
17:40 - 14/12/2011

PASSAGENS AÉREAS

SP-PORTO-SP
Iberia (via Madri): US$ 798
TAP: US$ 1.486*

SP-LISBOA-SP
KLM (via Amsterdã): US$ 1.165
Air France (via Paris): US$ 1.280

CONDIÇÕES
Preço de viagem de ida e volta, em classe econômica. Valores sujeitos a alterações
* Preço válido até 22/1

RESERVAS
Air France: 4003-9955; www.airfrance.com.br
Iberia: 0/xx/11/3218-7130; www.iberia.com.br
KLM: 4003-1888; www.klm.com.br
TAP: 0300-2106060; www.flytap.com

HOSPEDAGEM EM PORTO
Quality Inn/Na CI: Ç 39*
HF Fenix/Na Intravel: US$ 95 ***
Palácio do Freixo/Na Tereza Ferrari: Ç 225**
Romaneira/Na Interpoint: Ç 490

CONDIÇÕES
Valores sujeitos a alterações
*Preço por pessoa, com café e taxas
** Preço por casal, com café e taxas
*** Preço por casal, com taxas

RESERVAS
CI: 0/xx/11/3677-3600; www.ci.com.br
Interpoint:0/xx/11/3087-9400; www.interpoint.com.br
Intravel: 0/xx/11/3206-9000; www.intravel. com.br
Tereza Ferrari: 0/xx/11/3021-1699; www.terezaferrariviagens. com.br
Porto tem no Brasil muitos apreciadores
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Desde do início da sua longa história, não para de aumentar o número de consumidores e mercados para o qual o vinho do Porto é exportado.
Embora as vendas sejam centralizadas na Europa Ocidental, o Brasil tradicionalmente incorpora o vinho fortificado em seus hábitos.
Entre os turistas de várias nacionalidades que percorrem os corredores das caves que tradicionalmente produzem o vinho do Porto, há um número significativo de brasileiros.
Débora Miro e Denise Serralha, respectivamente de São Paulo e de Porto Alegre, realizaram pela primeira vez a visita às Caves Calém. Após a visita guiada e a degustação do vinho, ambas concordaram que essa atividade correspondeu às suas expectativas, já que as esclareceu relativamente sobre "o processo de fabricação" e "a diferença entre o vinho da região do Douro e o vinho do Porto".
As brasileiras explicaram que, no Brasil, "existem caves de vinho, mas de proporções diferentes às das caves do Porto".
É nos túneis obscuros das caves do vinho do Porto, percorridos por milhares de turistas durante o ano, que se recria a história do mais famoso vinho fortificado com aguardente vínica do Velho Mundo. Um vinho que, desde a sua origem, acompanha um mundo de apreciadores de geração em geração. (FILIPA SOUSA)
Envelhecimento define tipos da bebida
O ruby, que descansa em garrafas, mantém vigor dos vinhos jovens, enquanto o tawny é mantido em madeira

Variedades do vinho do Porto branco diferem de acordo com o período de envelhecimento e seus graus de doçura

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

O que torna o vinho do Porto tão diferente dos vinhos comuns são as características que ele adquire durante a sua peculiar elaboração.
A intensidade de aroma, o elevado teor alcoólico (entre os 19 e 22 graus), uma grande diversidade de cores e a doçura fazem parte do grupo de especificidades do néctar de uva adorado mundialmente.
Os diferentes tipos de vinho do Porto são agrupados de acordo com as suas características, podendo ser intitulados de ruby, tawny, branco ou, mais recentemente, também, o Porto rosé.
O ruby, onde o envelhecimento se dá em garrafa, é um vinho que mantém o aroma frutado e o vigor dos vinhos jovens. É nesse estilo de vinho que se inserem as categorias de ruby, reserva, late bottled vintage (o "LBV") e, finalmente, o vintage.
Por sua vez, o tawny, onde o envelhecimento se dá em madeira, é um tipo de vinho do Porto em que a sua cor demonstra a evolução, podendo ser inserido em subcategorias de cor (tinto alourado, alourado ou alourado claro). Quanto mais velho for o vinho do Porto, mais suas características se acentuam, podendo ser consumido mal seja engarrafado.
Já o vinho do Porto branco apresenta estilos que estão relacionados com os períodos de envelhecimento (que podem ser mais ou menos prolongados) e diferentes graus de doçura, resultantes de sua elaboração. Por fim, o rosé é um vinho de cor rosada onde não existem fenômenos de oxidação durante a sua conservação. É um vinho que deve ser consumido novo, pois tem um aroma frutado de cereja, framboesa e morango.
Deve ser consumidos fresco ou com gelo, podendo fazer parte de coquetéis.
(FILIPA SOUSA)
Algumas vinícolas

W&J. GRAHAM'S
Rua Rei Ramiro, 4.400-281, Vila Nova de Gaia, tel. 00/xx/ 351/22377648485

CÁLEM
Av. Diogo Leite, 344-4.400-111, Vila Nova de Gaia, tel. 00/xx/351/223746660

ADRIANO RAMOS PINTO
Av. Ramos Pinto, 400-4.400, Vila Nova de Gaia, tel.
00/xx/351/223707712

SANDEMAN'S
Largo Miguel Bombarda, 3-4.400, Vila Nova de Gaia, tel. 00/xx/351/223740500
Pacotes de enoturismo em Portugal
SEM AÉREO

538 euros
Preço por pessoa para pacote de seis noites de hospedagem em quarto duplo, sendo três noites em Lisboa (no hotel Eduardo VII), uma noite em Coimbra (no Dom Luis) e duas noites de hospedagem em Porto (no Tuela Porto). Com café da manhã, traslados, city tour em Lisboa, passeio panorâmico em Coimbra, um cruzeiro pelo Douro e visita a cave de vinho do Porto. Na CVC: 0/xx/11/2191-8911; www.cvc.com.br.

741 euros
Preço por pessoa para quatro noites de hospedagem em acomodação dupla no barco hotel Douroazul, em cruzeiro pelo Douro, com pensão completa. Inclui tour por Lamego e degustação de vinho na Quinta da Avessada, na cidade de Pinhão. Na Tereza Ferrari: 0/xx/11/3021-1699; www. terezaferrariviagens.com.br.

1.675 euros
Preço por pessoa para pacote de sete noites em quarto duplo, sendo três em Lisboa (Mundial) e quatro em Porto (Teatro), com café, dois almoços e traslados. Com passeios pelas rotas de vinhos e cruzeiro das seis pontes no Douro. NA Agaxtur: 0/xx/11/3067-0900; www. agaxtur.com.br.

1.675 euros
Preço por pessoa para pacote de sete noites em quarto duplo, sendo três em Lisboa e quatro em Porto. Com café diário e um almoço. Inclui cruzeiro das seis pontes em Porto e roteiros por vinícolas. Na Intravel: 0/xx/11/3206-9000; www. intravel.com.br.

US$ 3.995
Preço por pessoa cinco noites em apartamento duplo com passeios de bicicleta, sendo uma em Estremoz (Páteo dos Solares), uma em Monsaraz (Horta da Moura) e três em Évora (Convento do Espinheiro), no Alentejo. Inclui café, três almoços, quatro jantares com vinho, piqueniques, bicicleta, acessórios, carro de apoio, entradas e degustações de vinho. Na DuVine Adventures Brasil: 0/xx/11/3086-1731; www.duvine.com.br.

3.495 euros
Preço por pessoa de pacote de 16 noites em quarto duplo, passando por Lisboa, Óbidos, Santarém, Fátima, Ourém, Tomar, Coimbra, Condeixa, Bucaço, Mealhada, Figueira da Foz, Porto, Barcelos, Viana do Castelo, Amares, Braga, Guimarães, Vila Real, região do Douro, Pinhão, Viseu, Serra da Estrela, Belmonte, Crato, castelo de Vide, Marvão, Vila Viçosa, Redondo e Évora. Inclui café, 13 refeições e passeios por vinícolas, entre outros. Saídas em 18/5, 21/6, 31/7 e 11/9. Na Abreutur: 0/xx/11/3702-1840; www.abreutur.com.br.
COM AÉREO; PREÇO POR PESSOA EM QUARTO DUPLO

US$ 1.502
Quatro noites no hotel Mundial, em Lisboa, com café, traslados e um jantar. Inclui visita a cave com degustação de vinhos e visita panorâmica por Lisboa. Preço válido de 23/1 a 25/2. Na New Age: 0800-170677; www. newage.tur.br.

US$ 1.785
Quatro noites de hospedagem no Mercure Batalha, em Porto, com café, traslados e passeio de um dia inteiro pelo Douro, com café. Preço válido para março de 2011. Na ADV: 0/xx/11/2167-0677; www.advtour.com.br.

6.063 euros
Pacote de oito noites de hospedagem, sendo três em Lisboa (no Four Seasons Ritz), duas em Porto ( Yeatman) e três no Douro (no Romaneira), com café, traslados e quatro dias de aluguel de carro. Na Selections: 0/xx/11/ 2196-9392; www.selections.com.br.
Vinho fez economia do Porto prosperar

SILVIO CIOFFI - EDITOR DE "TURISMO"

Produzido com uvas que crescem nas parreiras das escarpas do rio Douro, que corta o norte de Portugal de leste a oeste até o Porto, um vinho fortificado (o vinho do Porto) brindou a cidade com a pujança econômica.
Firmado entre lusos e ingleses, o tratado de Methuen, de 1703, foi fundamental para que a produção desse vinho licoroso ganhasse escala mundial.
Tal acordo foi celebrado para que, em troca de obter vantagens na aquisição de tecidos de lã britânicos, Portugal exportasse a produção de vinho do Porto para o Reino Unido em condições igualmente privilegiadas.
Nasceu assim, já em 1756, a primeira região vitivinícola demarcada do mundo.

O PORTO E O TURISMO
Produzido com 48 tipos de uva --entre elas, as varietais touriga nacional, touriga franca, tinta cão, tinta barroca e tinta roriz (ou tempranilha)--, tal vinho é fortificado com a adição de aguardente vínica, feita com o mosto.
Esse expediente interrompe a fermentação e o vinho fica estável, ganha paladar delicado e aroma intenso.
Hoje, atrás de marcas como Adriano Ramos Pinto, Quinta de la Rosa, Graham e Sandeman's, estão 40 mil viticultores.
Reza a lenda que, desde o século 15, as naus lusitanas já eram abastecidas com o vinho do Porto, menos suscetível às mudanças climáticas.
Hoje, visitar a região do Peso da Régua, onde é possível fazer uma degustação às cegas de vinhos do Porto e pães diversos, não é um passeio só para enólogos.
A Unesco declarou o rio --que nasce na Espanha, onde tem o nome de Duero-- um patrimônio da Humanidade.
Já a delegação do Douro do Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos (IPTM) estima em 180 mil pessoas anualmente o número de visitantes que navegaram por esse rio em embarcações turísticas.
Atualmente, cerca de 14 empresas operam passeios de barco na via navegável do Douro, que também é reconhecido nas imagens por barcos bem característicos que carregam imensas barricas de vinho, os chamados rabelos.
A zona produtora das uvas tem início 100 km a oeste da cidade do Porto, mas ao longo de todo o rio a paisagem alterna propriedades rurais bem cuidadas a igrejinhas e prédios históricos, muitos deles historicamente relacionados à produção vinícola.
12 AGOSTO - SEX
Serrada Capivara - Itália
25 OUTUBRO - SEX
Balneário no Pacífico Mexicano
16 MARçO - QUA
Destinos nos Estados Unidos além dos clássicos
10 FEVEREIRO - SEG
Carnaval 2014 no Meliá Angra
Busca Detalhada
Utilize a busca avançadas do site para encontrar o que deseja em termos de noticías.