Campo Grande-MS 24.07.2017
Anibal Teixeira lança autobiografia
Sexta-Feira, 17.05.2013 às 00:01
Anibal Teixeira lança autobiografia
A trajetória de uma história política conflitante
Bruno Sales – Claquete Comunicação
Revista Top Vitrine
Divulgação
Anibal Teixeira

Foram precisas mais de 500 páginas para relatar fatos dos bastidores de cerca de 30 anos de vida pública de Anibal Teixeira.

 

O autor de Flautista do Rei (ed. Clio), sua autobiografia, comemorou 80 anos em 2013 e já ocupou 16 cargos públicos desde o Governo JK, incluindo o de ministro do Planejamento e Coordenação no Governo Sarney (1987) além de quatro mandatos como deputado estadual.

 

Autor de outros 26 livros, hoje ele é conferencista e presidente do Instituto JK, onde desenvolve programas sociais e culturais.

 

Duas noites de autógrafos estão programadas para o lançamento de Flautista do Rei. A primeira, para a imprensa e convidados, acontece na Academia Mineira de Letras (AML) no dia 23 de maio, quinta-feira, às 19 horas.

 

Em junho, dia 19, Anibal convida o público em geral para lançar sua obra na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

 

O livro traz a trajetória de Anibal Teixeira que teve, segundo ele mesmo, uma história política conflitante. "Fui diretor de informação e contra-informação do Golpe de 1964. Porém, quando o movimento se viu vitorioso, me tornei seu adversário, em razão da perseguição ao Juscelino Kubitschek e à tortura do idealista Dimas Perrim".

 

A princípio, teve uma formação de direita. Conseguinte, chegou a presidir cinco entidades estudantis, inclusive a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, a UBES. Vizinho de Trancredo Neves por 12 anos, ajudou o presidente a articular a redemocratização do Brasil. Lutou contra a Ditadura Militar, foi cassado, perseguido e exilado.

 

"O livro tem algumas revelações. Ele desnuda aspectos que marcaram os antecedentes do Golpe de 1964, a revolução em si, a Era de Chumbo, quando o Brasil foi governado pelo regime militar, e o processo de redemocratização do país, com um belo trabalho de Tancredo Neves. Outro fator relevante dessa obra é quando eu pontuo a presença de Minas Gerais em momentos fundamentais da história do Brasil", comenta Anibal Teixeira. "Minas articulou o Golpe de 64, mas consertou isso com ações do Tancredo que culminaram no movimento das Diretas Já, na década de 80", completa.

 

Reforma agrária com JK

 

Anibal Teixeira ajudou o então presidente Juscelino Kubitschek a implantar o programa-piloto de reforma agrária no Brasil. O fruto desse trabalho foi a distribuição de terra para 263 mil trabalhadores sem-terra em 16 estados. Foi executor de programas sociais sugeridos por Bispos do Nordeste e diretor de Migração desse Governo.

 

Ministério no Governo Sarney

 

Quando foi convidado para criar e assumir o Ministério da Ação Social no Governo Sarney, Aníbal Teixeira propôs uma nova estratégia para acabar com a fome no país. "Em vez de criar um novo Ministério, com todas as burocracias vigentes, sugeri a criação da Secretaria de Ação Comunitária, que poderia agir com mais rapidez e eficiência", conta.

 

Os resultados foram a distribuição de leite para 8 milhões de crianças, merenda escolar para 32 milhões de estudantes e construção de 314 mil casas. Em 1987, assume oficialmente o Ministério do Planejamento e Coordenação do Governo Sarney.

 

Sobre sua cassação

 

Anibal Teixeira foi alvo de espionagem por 30 anos, compreendendo toda sua vida antes e depois de 1964, como deputado estadual e federal, empresário, ministro e cidadão comum e hoje como presidente do Instituto JK. Órgãos como o SNI, Polícia Federal, CPI, Congresso, Conselho de Segurança e serviços correlatos da Aeronáutica e Marinha espionaram Anibal em centenas de eventos, analisaram 8,6 mil cheques, cerca de três mil documentos e 300 contatos com entidades e pessoas.

 

Foi cassado e as razões foram assim resumidas pelo SNI: "Contrarrevolucionário exaltado, juscelinista fanático, reacionário, fez severas críticas aos oficiais do exército, encarregado do IPM. Atacou, por várias vezes, o Presidente da República, acusando-o de transformar o país numa ditadura. Defendeu os Bispos do Nordeste, participou de comissão que iria visitar JSQ em Corumbá. Constam dados de qualificação".

 

Mesmo anistiado e já atuando como ministro, Anibal Teixeira continuou alvo do SNI, trama que desgastou sua opinião pública e culminou em uma CPI. "Ao final, minha inocência foi confirmada por votação unânime do Supremo Tribunal Federal, da Comissão de Justiça da Câmara e de 92% do plenário, além de aprovação de todas as suas contas pelo Tribunal de Contas da União", conclui.

 

Serviço

 

Lançamento do livro Flautista do Rei (ed. Clio), de Anibal Teixeira

Academia Mineira de Letras

Rua da Bahia, 1466 - Centro. Belo Horizonte (BH)

Data: 23 de maio, às 19 horas

Entrada gratuita

06 JULHO - SEX
Verão da Lata
19 ABRIL - SEX
Dia do Índio
13 OUTUBRO - SAB
A luta continua
13 DEZEMBRO - SEX
Pra Valer, livro de Mauricio Louzada
Busca Detalhada
Utilize a busca avançadas do site para encontrar o que deseja em termos de noticías.