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SEG, 18.04.2016

Origem dos nomes dos dias da semana

Os nomes dos dias da semana, em português, saíram do calendário católico

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Um leitor quer saber por que os nomes dos dias da semana em português se diferem dos das outras línguas neolatinas.

 

Em outras palavras, por que em espanhol, francês e italiano esses nomes são associados ao Sol, à Lua e a planetas, e no português não?

 

Ocorre que somos mais católicos.

 

Sim, é isso mesmo, pois os nomes dos dias da semana, em português, saíram do calendário católico.

 

O primeiro dia, domingo, vem do latim dominicu, que significa dia do Senhor.

 

Os que têm a palavra feira provêm de feria, em latim festa em honra de um santo.

 

Daí a palavra feriado.

 

O último dia da semana, o  sábado,  é o menos católico, pois é de origem judaica.

 

Apesar de nos chegar pelo latim sabbatu, vem do hebraico shabbath e quer dizer descanso semanal.

 

Como reforço didático, e visando àqueles que não conhecem os dias da semana nas principais línguas neolatinas, seguem abaixo os calendários semanais em espanhol, francês e italiano:

 

Dias da semana

 

Espanhol:

 

Segunda - Lunes

 

Terça - Martes

 

Quarta - Miércoles

 

Quinta - Jueves

 

Sexta - Viernes

 

Sábado - Sábado

 

Domingo - Domingo

 

Francês:

 

Segunda - Lundi

 

Terça - Mardi

 

Quarta - Mercredi

 

Quinta - Jeudi

 

Sexta - Vendredi

 

Sábado - Samedi

 

Domingo - Dimanche

 

Italiano:

 

Segunda - Lunedì

 

Terça - Martedì

 

Quarta - Mercoledì

 

Quinta - Giovedì

 

Sexta - Venerdì

 

Sábado - Sabato

 

Domingo - Domenica

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QUI, 07.04.2016

Sete grandes pecados do uso da crase

Muita gente tem dúvidas sobre como usar a crase corretamente

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Pecado número 1

 

"Ela viajou à convite do governador."

 

Afora o caso em que se subentende a palavra “moda” (Governa à [moda de] Maquiavel), não há crase antes de palavras masculinas.

 

"Convite" é nome masculino: "o" convite.

 

Por isso, “Ela viajou a convite do governador”, sem crase.

 

Pecado número 2

 

“Lula está se dedicando à reeleger Dilma."

 

Não há crase antes de verbo.

 

“Reeleger” é verbo.

 

Logo, “Lula está se dedicando a reeleger Dilma".

 

Pecado número 3

 

"O diretor se referiu à ela."

 

Não há crase antes dos pronome pessoais, inclusive os femininos.

 

Motivo: esses pronomes rejeitam a anteposição de artigo.

 

Não se diz “A ela é bonita”, mas simplesmente “Ela é bonita”.

 

Assim, "O diretor se referiu a ela".

 

Pecado número 4

 

"O professor se dirigiu à você."

 

"Ele se dirigiu à Vossa Excelência com muito respeito."

 

Não se usa artigo antes de pronome de tratamento: "Você é muito linda", e não "A você é muito bonita"; "Vossa Excelência está certa", e não "A Vossa Excelência está certa.

 

Portanto, não ocorre crase em  "O professor se referiu a você" e "Ele se dirigiu a Vossa Excelência com muito respeito".

 

Observação: Às vezes os pronomes "dona", "senhora" e "senhorita" aceitam artigo, razão pela qual pode ocorrer crase no "a" que os precede.

 

Pecado número 5

 

“Ele deixou as latas de tinta em frente à telas em branco.”

 

Não há crase no "a" no singular seguido de palavra no plural.

 

Assim, "Ele deixou as latas de tinta em frente a telas em branco".

 

Pecado número  6

 

"Nós trabalhamos de segunda à sexta."

 

Só há crase na correlação “de... a...” quando a preposição “de” aparece combinada com artigo, como em “Funciona do meio-dia às 18 horas”.

 

De outra forma, nada de crase: "Nós trabalhamos de segunda a sexta".

 

Pecado número 7

 

"Ele se declarou à uma linda garota."

 

Não ocorre crase antes da palavra "uma", pois ela rejeita a anteposição do artigo "a".

 

Diz-se "ela é uma garota bonita", e não "ela é a uma garota bonita".

 

Dessa forma, "Ele se declarou a uma gatora bonita".

 

Atenção! Quando “uma” for numeral, pode haver crase, principalmente se expressar hora.

 

É o que ocorre em “O jogo começa à uma em ponto”.

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QUI, 07.04.2016

Crase: vale à pena ou vale a pena?

Não vale a pena construir luxuosos estádios enquanto o povo sofre em filas

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O verbo valer é transitivo direto: alguma coisa vale o esforço, vale o castigo, vale um prêmio.

 

É por isso, por ele não pedir complemento com a preposição “a”, que não há crase em “vale a pena”:

 

A verdade sempre vale a pena.

 

Não vale a pena construir luxuosos estádios enquanto o povo sofre em filas de hospitais públicos.

 

Apesar de tudo, vale a pena viver.

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