Campo Grande-MS 27.07.2017

Planeta MPB

Dery Nascimento

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QUI, 18.02.2016

Planeta MPB destaca uma voz mineira em solo paulista

Mesmo com limitações, CD de estreia tem canções bem produzidas

Planeta MPB

Para o Portal Top Vitrine

É natural o artista sair da sua terra para alçar novos voos, buscar a afirmação do seu trabalho, consequentemente ganhar os palcos. Assim fez a cantora e compositora Maria Leite, mineira natural de Alfenas, cidade do sul de Minas Gerais. Há 20 anos, escolheu a cidade de São Paulo para fazer sua morada e se lançar como cantora.

 

“Confessional Urbano”, CD de estreia da cantora, traz sete canções autorais e uma releitura da “Ave Maria” de Gounod e Bach. Produzido pela própria cantora em parceria com Tuco Marcondes e Joaquim Rabello. Diferente de outros trabalhos independentes registrados por nossa coluna, este não teve nenhum incentivo fiscal que viabilizasse sua produção. Ela com os próprios recursos realizou este projeto pessoal.

 

Maria Leite, durante oito anos, foi backing vocal de Edson Cordeiro o que lhe proporcionou aprendizado vocal e experiência no palco. A música de Maria Leite dialoga com o cotidiano da cidade por segredos, aromas e cores. Para um CD de estreia, apesar das limitações de produção, as canções são bem produzidas.

 

O CD abre com “Tudo ao Redor” uma declaração de amor onde a cantora manda um recado direto através de sua poesia musicada. A música apenas acompanhada do violão de Joaquim Rabello e suas programações Midi é surpreendente, e merece um arranjo com todos os requintes que a canção anseia.

 

A canção “Feira” mostra mais uma vez que a cantora mergulhou no tema amor, buscando sabores e aromas para dividir com a pessoa amada. Na terceira canção “Minhas Sandálias”, a cantora confessa através de sua canção que nem sempre o amor e compreendido. “Minhas sandálias parecem ter as tiras cansadas/ De tanto se exibirem enfeitadas noite e dia/ Deixando o caminho aberto pra`quele que eu imaginava caminhar tranquilo ao meu lado”.

 

Ouvido Maria Leite, tenho certeza que ela colocou sua verdade em seu primogênito e vez milagre para produzir este trabalho. Ser contemplado nos editais de financiamentos de projetos não é difícil, o problema está na captação dos recursos.

 

Existem vários escritórios especializados neste tipo de serviço, mas a cantora tentou captar por conta própria sem ter sucesso, deixando claro que artista deve ser artista, enfim é nossa realidade.

 

Uma levada meio Reggae se ouve na canção “Ladeira”. A vida é como uma roda, gira, gira e nos mostra vários momentos, assim iremos ouvir em “Roda Corrente” uma pegada mais rock, diferencial de outras canções. “Espelho” fecha as canções autorais com chave de ouro e garante a essa mineira batalhadora no hal das grandes cantoras que acreditam no que faz.

 

Uma voz, um piano, uma batida eletrônica para “Ave Maria” de Gounod e Bach. Faça como a Maria Leite, acredite no seu potencial e encare os desafios sem medo de ser feliz.

 

Para comprar este CD você pode entrar em contato com a cantora pelo endereço:

 

www.facebook.com/marialeitecantora

 

Ouça a artista:

 

www.topvitrine.com.br/tv/maria-leite

O Portal Top Vitrine não se responsabiliza por artigos assinados ou de origem definida.

Divulgação/Daniel Kersys

A cantora e compositora Maria Leite

QUA, 10.02.2016

Coluna Planeta MPB destaca que o rock vira moda na viola

Moda de Rock II traz 12 faixas de clássicos do rock e do metal

Planeta MPB

Para o Portal Top Vitrine

Você sabia que dois dos melhores violeiros deste gigantesco país já cruzaram o mundo com suas violas tocando clássicos do rock? Ricardo Vignini e Zé Helder fazem parte da banda Matuto Moderno, inclusive, já foram destaque em nossa coluna em 5 de novembro de 2014.

 

Eles acabam de lançar o segundo CD da dupla “Moda de Rock II” Instrumental (Folguedo/Tratore). Produzido por Vignini, o álbum traz 12 faixas de clássicos do Rock e do Metal que marcaram toda uma geração.

 

Tudo começou quando os dois caboclos, que também lecionam  as técnicas  da viola, tiveram a pretensão de mostrar aos seus alunos que ela (a viola) não é esse bicho de sete cabeças e que  pode ser tocada em qualquer segmento. O primeiro álbum da dupla foi lançado em 2011, o sucesso foi tanto que eles engrossaram o caldo e nos presentearam com virtuosidade e técnica tirando qualquer indício de ser um CD de cover.

 

Quem são estes músicos que introduziram a viola no Rock demostrando principalmente aos mais jovens e aos mais radicais dos violeiros que o diálogo é natural e possível?

 

Ricardo Vignini  é músico, compositor, produtor professor de música e pesquisador de música tradicional. Nascido em São Paulo capital, o jovem Vignini teve seu primeiro contato com a  música caipira através de seus familiares oriundos das cidades Águas da Prata, São João da Boa Vista e Rio Claro interior de São Paulo. Ele lançou nesse ano o seu primeiro CD solo, “Na Zoada do Arame”, álbum totalmente instrumental.

 

Zé Helder nasceu em Cachoeira de Minas (MG). Neto de violeiro, tem Três CDs solos lançados “Orelha de Pau” (2002) “A Montanha” (2004) e “No Oco do Bambu” (2009), trabalho inspirado na música regional e caracterizado pela instrumentação acústica e coro de três vozes. Formado em Licenciatura em Música, é professor de música há 11 anos e músico profissional há 19 anos. Criou o curso de viola caipira no Conservatório de Pouso Alegre (Cempa) e atualmente leciona o instrumento no Conservatório Municipal de Arte de Guarulhos. É muito satisfatório poder ouvir o som da autêntica viola caipira interpretando os clássicos a seguir.

 

“Refuse / Resist” ( Sepultura -Andreas Kisser/Iggor Cavalera/Max Cavalera/Paulo Xisto Pinto Jr), “Why worry” (Dire Straits - Mark Knopfler), “Fearless'' ( Pink Floyd–Gilmour/Waters), “Paint it black” (Rolling Stones - Mick Jagger/ Keith Richard), “I want to break free” (Queen - John Deacon), “Raining Blood'', (Slayer –Hanneman/King) “Laguna Sunrise” (Black Sabbath –Iommi/Butler/Ward/Osbourne), “Diary of a Madman''(Osbourne/Daisley/Kerslake/Rhoads), “Thundestruck'', ( AC/DC – Angus Young/Malcom Young), ““Fade to Black'' (Metallica –Hetfield/Ulrich/Hammet), “We Want the Airwaves''( Ramones- Joey Ramones), “Wasted Years''( Iron Maiden- Adrian Simith).

 

Vocês poderão conferir neste sábado, dia 13, às 20 horas, o lançamento do CD “Moda de RockII - Grátis  no Teatro Adamastor Centro – Av. Monteiro Lobato 734 – Macedo Guarulhos SP.

 

Conheça o trabalho de Ricardo Vignini e Zé Helder:

 

www.topvitrine.com.br/tv/ricardo-vignini-e-ze-helder

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Divulgação/Rita Perran

Ricardo Vignini e Zé Helder: Moda de Rock II

SEX, 05.02.2016

A folia vai começar

Planeta MPB relembra um pouco da história dessa grande festa brasileira

Planeta MPB

Para o Portal Top Vitrine

Neste ano, o carnaval brasileiro começa mais cedo, ele que proporciona a todos nós um menu interessante no quesito música, basta escolhermos o destino para sabermos que tipo de som irá nos embalar.

 

É assim de norte a sul, de leste a oeste; um desfile de hits. Os carnavais passaram a ser um produto que rende e movimenta milhões, mas no passado eram vistos de outra maneira. Nos áureos anos 1920 a 1960, os carnavais de rua traziam suas agremiações sempre acompanhadas de uma marchinha, que apresentava em sua letra temas picantes ou de duplo sentido.

 

Você sabia que a primeira marchinha “Ó Abre Alas” foi composta pela musicista Chiquinha Gonzaga, em 1899, sob encomenda do Cordão Carnavalesco Rosas de Ouro? Ainda hoje, memoráveis marchinhas fazem sucesso nos bailes carnavalescos de Carnaval. Quem não se lembra da “Allah-La Ô” (Haroldo Lobo/Nássara), ou das “Apareceu a Margarida” (domínio público), “A Pipa do Vovô” (Manoel Ferreira/Ruth Amaral), “As Pastorinhas” (domínio público), “As Águas Vão Rolar” (domínio público), “Aurora” (Mario Lago/Roberto Roberti), “Bandeira Branca” (Max Nunes/ Laércio Alves), “Cabeleira do Zezé” (João Roberto Kelly/Roberto Faissal), entre outras.

 

A primeira escola a utilizar um samba-enredo foi a “Unidos da Tijuca”, em 1933 (fonte: Wikipédia), pois, antes disso, as escolas desfilavam cantando de um a quatro sambas durante o percurso, sem alusão a um tema específico. O primeiro samba-enredo gravado foi "Exaltação a Tiradentes" (Fernando Barbosa Júnior/Mano Décio da Viola/Estanislau Silva/Penteado), interpretado pelo cantor Roberto Silva, para o Carnaval de 1955, mas obteve pouca repercussão. O samba foi apresentado pela “Império Serrano” (fonte: Wikipédia).

 

O Sudeste se rende aos sambas-enredos trazidos pelas escolas de samba, cantados com empolgação por seus intérpretes e foliões. As agremiações ou escolas de samba promovem concursos internos para escolha do tema/enredo a ser cantado no Carnaval. Geralmente, personalidades artísticas, cidades, estados são homenageados nesses enredos.

 

O Nordeste brasileiro nos oferece uma infinidade de sons, indo passar o Carnaval em Pernambuco, o folião terá uma grande mistura de ritmos e sons, a começar pelos blocos de maracatus, como o Maracatu de Baque Virado ou Maracatu Nação. Ainda em Pernambuco, o ritmo que contagia a todos é o frevo, que puxa blocos com milhares de foliões. Na boa terra baiana, os trios elétricos são a grande sensação, os foliões não resistem e não conseguem ficar parados ao ritmo acelerado dos trios. Também na Bahia, os blocos de afoxé arrebatam multidões com seu ritmo e som oriundos do Candomblé.

 

Para quem não sabe, um carnaval começa quando o outro acaba, leva meses para sua elaboração. Nesse evento tão nosso, as artes plásticas, teatrais e musicais são privilegiadas. Aos foliões, um pouco da história dessa grande festa!

 

O Planeta MPB cai na folia junto com o leitor.

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Planeta MPB

Criador do blog Planeta MPB, Dery Nascimento é pesquisador, crítico musical, músico e produtor, especializado em Música Popular Brasileira. Difundir o cancioneiro popular, ressaltar o novo, resgatar o tradicional ancorado pela qualidade e talento do músico brasileiro são funções da coluna Planeta MPB, ativa desde 2010. Com bagagem cultural alicerçada pela cultura nordestina, este pernambucano de Palmares vem ganhando o respeito de artistas como Murilo Antunes, Chico Lobo e Eugénia Melo e Castro, assim como de produtores e gravadoras por todo o País. Grandes promessas da nossa música têm sido apresentadas semanalmente por essa coluna. Planeta MPB é divulgada no Portal Top Vitrine desde março de 2015.

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