Campo Grande-MS 01.05.2017

Filipe Rocha

Medicina Preventiva, Integrativa e Anti-aging

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SEG, 29.02.2016

Câncer da mama

Há diversos fatores que contribuem para o risco de câncer mamário

Filipe Rocha

Para o Portal Top Vitrine

A milagrosa pílula anticoncecional que veio salvar muitas jovens e mulheres adultas de sofrerem os sintomas pré-menstruais, a maravilhosa terapia de substituição hormonal que livrou muitas mulheres, que entraram na menopausa, dos terríveis afrontamentos e das mudanças de humor… Serão assim tão boas?

 

Sofre ou já sofreu de câncer na mama, mas os médicos não lhe indicaram algumas mudanças alimentares fundamentais? Vamos então abordar um pouco este delicado assunto, de forma simples para que seja de fácil compreensão a todos.

 

Eu era para escrever este artigo um pouco mais tarde, mas os casos de câncer na mama são cada vez mais frequentes, e cada vez mais em mulheres jovens, e quase que sabemos de um novo caso diariamente. São mais de 5.500 casos anuais, mais de 15 casos por dia em Portugal!

 

São situações cada vez mais próximas, familiares ou amigas que padecem deste sofrimento, que abalam física e emocionalmente a mulher e todos que a rodeiam.

 

Ao contrário do que a maior parte das pessoas pensa, há diversos tipos de câncer da mama, mas o mais comum é o hormonodependente (cerca de 70%), ou seja, em que o aspeto hormonal está envolvido.

 

E como é que podemos diagnosticar um câncer na mama? Bem, há sinais mais evidentes e que aconselho as minhas pacientes a fazer com alguma regularidade a palpação da mama, pois qualquer caroço ou massa estranha detetada na palpação poderá indicar algum problema.

 

Contudo, por vezes, em mamas com mais tecido mamário pode haver dificuldade em encontrar alguma massa diferente, pelo que há outros sinais que deverão despertar à atenção.

 

Ao fazer a palpação da mama, a mulher deve também palpar a axila, onde se encontram os gânglios linfáticos, e estes também podem apresentar algumas alterações, como dor ou inchaço. Por vezes um cansaço maior sem grandes esforços, perda de peso ou transpiração excessiva podem indicar que algo não está bem.

 

Quando há alguma suspeita, recorre-se a dois exames fundamentais: a mamografia e a ecografia.

 

Em Portugal existe um plano nacional de rastreio contra o câncer da mama que abrange todas as mulheres entre os 45 e os 69 anos de idade, com mamografias gratuitas de 2 em 2 anos [1].

 

A utilização da mamografia é por vezes discutida pelo uso de radiação, mas não vou entrar por aí, pois acho que é importante uma consciencialização de todas as mulheres para este problema real, e que qualquer uma pode ser afetada.

 

Há diversos fatores que contribuem para o risco de câncer mamário estar mais aumentado em algumas mulheres do que noutras:

 

Antecedentes familiares

 

A parte genética tem a sua fatia nos fatores de risco, em que os oncogenes (genes que desencadeiam tumores) podem estar mais evidentes e que os genes supressores de tumores (como o nome indica, são genes que combatem o desenvolvimento de tumores) são mais fracos, contudo, como já falei no artigo da Epigenética, alimentação e hábitos de vida saudáveis podem mudar o nosso futuro.

 

Mulheres que nunca tiveram filhos (a amamentação é extremamente benéfica não só para o bebé, mas tem igualmente um efeito protetor para a mulher) [2]

 

Tabagismo e alcoolismo

 

Eexcesso de peso pós menopausa (8% a mais por cada 10 Kg além do peso recomendado)

 

Cconsumo excessivo de hormônios

 

Aqui é um dos pontos que quero elucidar. Os métodos contracetivos hormonais (pílulas, etc.) e as terapias de substituição hormonal química são péssimas! Às minhas pacientes que tomam pílula ou que já estão na menopausa e fazem tratamentos químicos de substituição, desaconselho continuar esse tipo de medicação.

 

A maior parte dos estudos indica que tanto as pílulas anticoncecionais, como a terapia hormonal de substituição, potenciam o desenvolvimento do câncer da mama [3], além de potenciar o seu desenvolvimento em idades mais jovens [4], podendo mesmo até atrasar um diagnóstico precoce [5]. As pílulas não devem ser tomadas mais do que dois anos seguidos, sendo um risco de 4 a 5 vezes maior se as mulheres tomarem a pílula durante seis anos ou mais, especialmente se começarem antes dos 25 anos de idade [6].

 

Ok, há mulheres que sofrem muito com a menstruação, mas há outras formas de controlar esses sintomas e que não causam o risco para a sua saúde futura, tal como o Óleo de Onagra ou o de Borragem.

 

Temos suplementos alimentares capazes de controlar qualquer que seja o tipo de desconforto. Nas mulheres que estão prestes a entrar na menopausa, ou mesmo naquelas que já está confirmada, temos também alternativas de fazer essa substituição hormonal de forma natural, com a Cimicifuga ou um Agno Casto, que reduzem imenso os afrontamentos, os suores, as mudanças de humor e até mesmo as variações de peso.

 

Não indiquei as tão faladas Isoflavonas de Soja porque não sou muito apologista da sua utilização. A isoflavona de soja é um fitoestrogénio, ou seja, um estrogénio de origem vegetal, e a sua forma é muito semelhante ao estrogénio produzido pelo corpo humano, e há estudos contraditórios com a utilização destas isoflavonas.

 

Uns dizem que pode potenciar o desenvolvimento de câncer hormonodependente (mama, útero, ovário, etc), outros indicam que não têm influência nenhuma neste tipo de câncer… Eu como gosto de jogar pelo seguro, e ainda por cima temos outras plantas para o mesmo efeito, não utilizo as isoflavonas de soja.

 

O tratamento do câncer da mama irá depender de alguns fatores (tais como idade da paciente e do estágio do cancro), mas quase sempre passa por uma abordagem cirúrgica, seguida de quimioterapia e/ou radioterapia.

 

Na parte cirúrgica pode ir desde a mastectomia (retira-se a mama por completo), quadrantectomia (retira-se um quarto da mama) ou a lumpectomia (onde se retira uma pequena parte da mama). Esta cirurgia além dos normais riscos de uma intervenção acarreta, acaba por ser devastadora para a parte emocional da mulher, mas há a hipótese de mais tarde se proceder a uma reconstrução mamária, devolvendo novamente uma maior integridade à mulher.

 

Após a cirurgia, há que se fazer uma reavaliação multidisciplinar para ver se há necessidade de tratamentos posteriores (com a quimioterapia ou radioterapia).

 

Estes tratamentos também são complicados devido aos seus efeitos secundários (baixa de sistema imunitário, náuseas, perca de qualidade de vida generalizada…), e cada vez mais se começa a discutir a real eficácia no tratamento de doenças oncológicas [7].

 

Mas não haverá outra solução sem tantos contras?

 

Claro que há, e não faltam estudos científicos a demonstrar que sim.

 

Antes de apresentar as outras possibilidades de tratamento, acho que prioritária será a alimentação. As células tumorais têm dez vezes mais recetores de glicose em comparação às células normais.

 

É isto que vai permitir que o câncer se desenvolva muito mais rapidamente, pois ele alimenta-se de açúcar, e tem as ferramentas para agarrar muito mais glicose.

 

Assim é essencial restringir o consumo, não só de açúcar, mas também de hidratos de carbono (pois estes transformam-se em açúcares quando são digeridos). Tal como o açúcar, aconselho igualmente às minhas pacientes a eliminação total do leite e dos seus derivados, por causa dos seus malefícios, como expliquei no meu artigo sobre o leite.

 

As crucíferas (couves, brócolis, nabos, etc.) são dos melhores alimentos que podemos consumir, com propriedades anticancerígenas e mesmo de tratamento.

 

Outros alimentos que podemos incluir são os frutos vermelhos (mirtilos, framboesas, amoras, etc.) e um copo de vinho (a cada refeição), tudo pelos seus antioxidantes. Existem mesmo estudos que indicam o chá verde como preventivo do câncer da mama [8].

 

Voltando às alternativas de tratamento, há um que para mim leva vantagem sobre a quimio e a rádio. A Vitamina D é fundamentalíssima para todos nós, e ainda mais para qualquer doente oncológico.

 

Já devem estar pensando: lá vem ele novamente com a Vitamina D, mas a realidade é esta! Os estudos mostram que a Vitamina D promove não só um efeito protetor anticanceroso, mas também promove a apoptose (a morte das células cancerígenas) [9][10], e estes são apenas 2 estudos dos imensos que existem publicados. Mas como não são vitaminas que dão rendimento à indústria farmacêutica, o interesse em desenvolver tratamentos realmente eficazes ficam para trás.

 

Além disto, podem ser adicionados mais alguns suplementos com mais vitaminas e selênio e alguns medicamentos homeopáticos também são muito eficazes.

 

Se ainda não tem nenhum problema, adote um estilo de vida mais saudável, pratique exercício físico, reduza o consumo de gorduras trans, de trigo, alimentos processados e leite.

 

Acredite que o câncer da mama não é o fim, o seu mundo é abalado mas não cai.

 

O câncer é apenas um grito que o nosso corpo dá e nos faz despertar para termos uma vida mais saudável. E não é apenas a mulher que tem de se tratar, todos os que estão à sua volta também têm de se consciencializar para uma nova fase na vida. Todos temos de mudar!

 

Sejam saudáveis e realizados!

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Câncer afeta 5.500 portugueses por ano

SEG, 11.01.2016

Vitamina D

A carência em vitamina D é quase uma regra por todo o mundo

Filipe Rocha

Para o Portal Top Vitrine

A polêmica vitamina D, que pode atacar os rins e o fígado! Será mesmo?! Será a vitamina D o tratamento para dezenas de doenças, mas que foi tornada a vilã pois não dá dinheiro à indústria farmacêutica… Câncer da mama, câncer da pele, doenças autoimunes (Esclerose Múltipla, Psoríase, etc). Com links para entidades acreditadas para que não hajam dúvidas! Desculpem-me o texto logo, mas se eu fosse explicar tudo, ainda maior seria!

 

A vitamina D é na realidade um hormônio que podemos obter através da exposição à luz solar direta, ou através da toma de ergocalciferol (vitamina D2 de origem vegetal) ou de colecalciferol (vitamina D3 de origem animal).

 

Hoje em dia a Dose Diária de Referência (DDR) varia entre as 100 UI (Unidades Internacionais) e as 400 UI, dependendo do país e dependendo da idade. Mas este valor é absurdo e está totalmente desfasado da realidade.

 

Um estudo estatístico do ano passado de Paul J. Veugelers e John Paul Ekwaru, da Escola Pública de Saúde da Universidade de Alberta, no Canadá (podem fazer o download em http://www.mdpi.com/2072-6643/6/10/4472/pdf), publicado pelo Multidisciplinary Digital Publishing Institute, uma instituição que publica artigos científicos acreditados pela comunidade científica com sede na Suíça, mostrou que a DDR de vitamina D foi mal calculada no estudo feio pelo Institute of Medicine (IOM), a pedido dos governos dos EUA e do Canadá.

 

O IOM calculou a DDR de vitamina D em 600 UI, mas o estudo estatístico do ano passado veio a confirmar o quão díspar é essa quantidade, pois na realidade para se manterem valores mínimos aceitáveis de vitamina D serão precisas 8895 UI, sim, são precisas quase 15 vezes mais unidades internacionais que o proposto! Atenção, não é invenção minha, nem dos meus colegas das terapias complementares!

 

Sem se saber, a carência em vitamina D é quase uma regra por todo o mundo, e na maior parte das pessoas sem que se apercebam.

 

A melhor forma de termos a vitamina D em quantidades ótimas é mesmo através de exposição solar, mas o estilo de vida que temos hoje em dia não nos permite receber a quantidade necessária, passamos dias inteiros fechados nos locais de trabalho, já não se fazem atividades lúdicas ao ar livre, quando vamos à praia utilizamos protetor solar em excesso… Sim, protetor solar em excesso (e agora pensam vocês, é desta que se passou da cabeça!).

 

A síntese de vitamina D pelo sol dá-se quando os raios UVB penetram a nossa pele, pelo que com um protetor solar de fator 8, já essa produção é reduzida em mais de 3/4.

 

Nos últimos anos as campanhas para utilização de protetor solar na Austrália têm sido enormes, o que não impediu que entre 1986 e 2006 os cânceres de pele duplicassem (http://www.melanoma.org.au/understanding-melanoma/melanoma-facts-and-statistics/).

 

Isto é explicado pelo efeito protetor da vitamina D no câncer da pele. O mesmo se verifica pelo resto do mundo em que o aumento da utilização dos protetores solares, trouxe consigo um aumento do número de cancros da pele! Será por alguns dos componentes dos protetores serem cancerígenos (dava mais uma história completa só com este tema…), ou pela falta da vitamina D que é produzida em pouca quantidade?!

 

Além do câncer da pele, a vitamina D tem demonstrado resultados muito favoráveis em outros tipos de câncer, nomeadamente no câncer da mama. Pacientes com valores mais altos de vitamina D têm um risco reduzido de vir a sofrer de câncer da mama, e quando este aparece, esta mesma vitamina ajuda na apoptose (morte das células do cancro) e no aumento da esperança de vida das doentes (http://www.breastcancer.org/risk/factors/low_vit_d e http://www.medicalnewstoday.com/articles/273728.php). Tem igualmente evidências em pelo menos mais 15 tipos de câncer, além dos já citados, no da próstata e no colorretal, a vitamina D também ajuda neles.

 

vitamin-D

 

Ao nível de sistema imunitário, pessoas com níveis ótimos de vitamina D têm menos propensão às infeções do tempo frio, como gripes e constipações (http://www.wsj.com/articles/SB10001424052748704156304576003531437073192), e até mesmo para acelerar o processo de cura nestas infeções tomando doses altas de vitamina D.

 

Ainda na parte imunológica, a vitamina D tem demonstrados efeitos excelentes nas doenças autoimunes. Um neurologista brasileiro, o Dr. Cícero Coimbra, já há mais de uma década que trata milhares de pacientes com Esclerose Múltipla com altas doses de vitamina D e outros suplementos, sem qualquer recurso a químicos. Eu já tenho vindo a implementar este tratamento (adaptado com mais alguma suplementação) em alguns pacientes. O Dr. Cícero também já testou este tratamento em outras autoimunes, como a Psoríase e a Artrite Reumatóide.

 

Em 1903, o Nobel da Medicina foi atribuído ao Dr. Niels Ryberg Finsen, pela descoberta das propriedades da luz, mais propiamente dos raios UV (Lembro que os UVB desencadeiam a produção da vitamina D), no tratamento de doenças da pele.

 

Voltando à produção da vitamina D pela exposição solar, e aqui posso aumentar a polêmica e revolta em algumas pessoas. A melhor hora para a produção de vitamina é quando os raios solares estão mais perpendiculares, ou seja, entre as 12h e as 15h, as horas “perigosas”. Mas não precisamos de estar 3 horas expostos ao sol!

 

Os estudos mostram que 10 a 15 minutos, com pernas e braços expostos, o organismo consegue produzir entre 15.000 UI e 20.000UI de vitamina D. Só por aí vemos o absurdo das DDR que atualmente são norma na maior parte dos países. Mas mesmo fora dessas horas, já há uma boa produção de vitamina D.

 

Por isso eu aconselho sempre os meus pacientes quando vão à praia, a primeira meia hora da manhã, a exposição ao sol deve ser feita sem qualquer tipo de proteção! Após esse período, a melhor proteção é vestir roupas claras e estar debaixo do guarda-sol. E quando vamos à praia, quantos jovens (e não só) vemos deitados nas toalhas horas esquecidas ao sol sem qualquer tipo de proteção?! E até agora ainda não ouvi falar de nenhuma morte por excesso de vitamina D por causa de exposição solar…

 

Os primeiros efeitos da vitamina D descobertos foram na absorção do cálcio. Mais uma evidência da carência desta vitamina, com o crescente número de pacientes com osteopénia e osteoporose, situações que são razoavelmente “fáceis” de reverter com a ingestão adequada de vitamina D e de Cálcio de Coral, nada de cálcio inorgânico “da farmácia” pois a percentagem da sua absorção e fixação é muito reduzida.

 

E as potencialidades da vitamina D alargam-se por muito mais patologias, desde o sistema cardíaco, na diabetes, em casos de autistas… São mais de 600 funções no nosso organismo em que a vitamina D entra.

 

A questão da principal problemática da vitamina D é que não é rentável financeiramente! A indústria farmacêutica não tem interesse nela pois não consegue ganhar dinheiro com ela. E o que não mexe dinheiro, não tem interesse! E claro que declara guerra à vitamina D pois ela é extremamente segura, pode ser tomada por qualquer pessoa, e com efeitos colaterais mínimos ou mesmo nulos. Basta eliminar o leite e os seus derivados, já discutido aqui, e beber muita água para manter os rins em bom funcionamento - mas isso é uma recomendação que todos devemos seguir.

 

Sejam saudáveis e realizados!

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Divulgação/Autor

O sol é a melhor fonte de vitamina D

SEX, 20.11.2015

Colesterol, o vilão fabricado

Na verdade o que é chamado de colesterol elevado é puro engano

Filipe Rocha

De Portugal para o Portal Top Vitrine

E se eu lhe disser que ter um colesterol “elevado” não indica um risco cardiovascular?! E se eu lhe disser que ter um colesterol baixo, aumenta o risco de doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer?! E se eu lhe disser que a estatina (medicamento para baixar o colesterol) lhe aumenta o risco de enfarte e lhe ataca o fígado?! Não acredita?! Este é outro dos artigos com ligações para diversas entidades oficiais para não pensarem que inventei o que digo.

 

O colesterol foi isolado e identificado pela primeira vez em 1758 em pedras da vesícula, pelo Dr. François Poulletier de la Salle (Médico e Químico), e trata-se de um álcool que todos nós possuímos. Temos entre 35g a 40g, diariamente o nosso fígado produz cerca de 1 g, está maioritariamente presente nas membranas celulares, mas também se encontra nos mais variados tecidos do nosso corpo. A produção endógena (pelo fígado) conta com 70% do total existente, e apenas 30% que obtemos pela alimentação.

 

Assim já podemos ver que se temos colesterol “elevado”, a culpa maior não será da alimentação! Tenho colocado o “elevado “ entre aspas já que na verdade o que é chamado de colesterol elevado é puro engano!

 

A história dos níveis “elevados “ de colesterol começou na década de 50 do século passado, com o desenvolvimento de novos métodos de análise das lipoproteínas pelo Professor John Gofman, da Universidade da Califórnia em Berkeley, chegando a conclusões que os níveis mais elevados de LDL (“mau colesterol”) estavam presentes em pacientes com enfartes, enquanto o risco era menos em pacientes com níveis elevados de HDL (“colesterol bom”). Poucos anos mais tarde, o Dr. Ancel Keys da Universidade do Minnesota publicou um artigo que afirmava sem qualquer dúvida que os níveis altos de colesterol eram a causa das doenças cardiovasculares! (http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3108295/).

 

O colesterol é de extrema importância no metabolismo das vitaminas lipossolúveis, entre as quais a vitamina A, D, E e K. Ele é o percursor da vitamina D, e já vimos no artigo da Vitamina D a sua real importância. Se pela exposição solar esta já é deficiente, se não temos colesterol nas quantidades adequadas, a carência desta vitamina ainda se torna mais gritante!

 

Estudos mostram que baixos níveis de colesterol, reduzidos com ou sem recurso a estatinas, reduzem os retores de serotonina (o “hormônio do bem-estar”) ao nível cerebral, levando a estados depressivos, comportamentos violentos e tendências suicidas (http://medind.nic.in/jal/t13/i4/jalt13i4p339.pdf e http://www.ijnpnd.com/article.asp?issn=2231-0738;year=2014;volume=4;issue=1;spage=69;epage=73;aulast=Thomas).

 

Outros estudos recentes demonstram igualmente que a utilização de estatinas, a tal “pílula mágica” para baixar o colesterol, tem aumentado o risco dos pacientes desenvolverem a Doença de Parkinson, ao contrário do que era alegado, aumentam também o risco de desenvolvimento de Diabetes (http://www.express.co.uk/life-style/health/562600/Parkinsons-link-statins-mass-use-drug-risk-thousands-developing-nerve-disease e http://www.medicaldaily.com/common-cholesterol-drugs-may-not-lower-risk-parkinsons-disease-evidence-behind-323126).

 

O malfadado LDL, chamado de “mau”, não passa de uma lipoproteína de transporte, que tem como função pegar no colesterol bom e levá-lo ao cérebro, onde terá funções muito importantes, como já referi anteriormente, implica na proteção contra o desenvolvimento de doenças neurodegenerativas. Mas atenção: a partir do momento que começamos a ingerir muitas gorduras trans, explicadas noutro artigo, o LDL oxida, e aí sim, torna-se prejudicial.

 

Já num estudo de 1992 (http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/1503812), os investigadores indicam que níveis baixos de colesterol podem potenciar o desenvolvimento de cancro! Possivelmente na relação de colesterol-produção de vitamina D, e o seu efeito protetor contra tumores, como expliquei no artigo da vitamina D.

 

Cada vez mais os clínicos e investigadores concordam que pegar isoladamente nos valores de colesterol para avaliar os riscos cardiovasculares torna-se insuficiente (http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/8749272), até porque 75% dos pacientes com doenças cardíacas têm valores de LDL dentro dos limites (http://newsroom.ucla.edu/releases/majority-of-hospitalized-heart-75668).

 

Voltando às “maravilhosas” estatinas, a sua ingestão vai interferir com a produção de Coenzima Q10, extremamente importante para a prevenção de problemas cardiovasculares, musculares, Doença de Parkinson, e igualmente indicada na ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica), cancro, diabetes, etc. (https://pt.wikipedia.org/wiki/Ubiquinona). A Q10 tem igualmente um efeito protetor das células do fígado. A Farmacêutica Merck tem a patente de um medicamento que associa a estatina à coenzima Q10 (http://www.functionalmedicineuniversity.com/statin-CoQ10.pdf), desde 1990, mas não lança este medicamento!

 

Será que não há interesse em admitir que as estatinas são assim tão prejudiciais?! Realmente há necessidade de baixar os níveis de colesterol com estas evidências todas?! Querem as farmacêuticas perder um negócio de milhões e milhões com a venda de um medicamento (as estatinas) que só prejudica os pacientes?! Informem-se, leiam, questionem seus médicos, eles próprios iludidos pela indústria farmacêutica.

 

E não vão na conversa das margarinas que baixam o colesterol! Já expliquei que não funcionam assim no artigo das margarinas e da manteiga.

 

Nos meus pacientes sempre que os valores de colesterol superam um pouco os 200 mg/dL, até aos 240 mg/dL, não me preocupo, explico-lhes a verdade, que estão bem, que estão protegidos contra os que eles estão realmente preocupados.

 

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Filipe Rocha

Filipe Rocha escreve de Beja, cidade que fica a duzentos quilômetros de Lisboa, em Portugal. Terapeuta português há mais de 10 anos, tem de formação base a Medicina Tradicional Chinesa e Naturopatia. Nos últimos anos vem pesquisando mais sobre alimentação e nutrição funcional para o tratamento de doenças crônicas e degenerativas. Conta com a experiência no atendimento de centenas de pacientes e desenvolve os seus tratamentos com base na alimentação e na prescrição de fitoterapia, vitaminas e minerais, em consultas de Medicina Preventiva, Integrativa e Anti-aging. É também o autor do blog www.filiperocha.net, onde escreve com regularidade sobre vários temas de saúde e terapias naturais. É colaborador do Portal Top Vitrine desde novembro de 2015.

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