Campo Grande-MS 27.07.2017

Comunicação Pessoal

Aurea Regina de Sá

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TER, 02.02.2016

Por que motivo você se vende?

Quem não sabe o que vende nem poderia representar uma marca

Comunicação Pessoal

Para o Portal Top Vitrine

Grande parte dos profissionais se vende mal. A venda é feita tão pela metade que ninguém os compra ou, se compra, paga um valor muito baixo. Muitos não se dão conta de que a forma de comunicar quem é, o que faz e por que faz é fundamental para quem deseja se promover. É o ‘momento vitrine’, a hora da exposição mais importante para a tomada de decisão do comprador.

 

Ao assistir apresentações de empreendedores em reuniões de negócios, dá para perceber que a descrição do produto ou serviço está quase sempre na ponta da língua. Afinal, quem não sabe O QUE vende nem poderia representar uma marca. Só que o comprador não toma a decisão diante do O QUE. Já pensou nisso? Ele pode até precisar do produto ou serviço, mas não é o O QUE que promove a definição de comprar. O mais estranho é que a maioria dos ‘vendedores’ só tem esse discurso pronto.

 

E para rechear o discurso, torná-lo único, o vendedor capricha na oferta de informações sobre os diferenciais do produto. E ainda está rodeando o O QUE. Até pode incluir o COMO,  mas o O QUE continua em evidência. O COMO vai apresentar outras informações, entretanto o vendedor ainda não está falando o que realmente o comprador quer ouvir.

 

Convenhamos: todas as empresas têm um O QUE e um COMO! Se não, de que forma se atrevem a lançar produtos ou serviços no mercado? A questão é: que empresa tem um POR QUÊ?

 

Ah, agora sim chegamos ao ponto central do tema desse artigo. O POR QUE é a alma da empresa, é a razão de ser da marca. Já pensou em por que sua empresa foi fundada? Se você é o próprio autor da ideia, deve ter isso claro. Tem mesmo? E se você é um colaborador, será que sabe mesmo em que empresa trabalha? Alguém já te contou? Ou ao longo do caminho você percebeu sozinho?

 

Para entender isso, pense em por que alguém ‘veste a camisa’. Não é por salário, nem pelo pacote de benefícios. Um colaborador incorpora o desafio de divulgar uma marca, porque se identifica com os valores que ela tem e transmite. E se esses valores se alinham com o colaborador, podem também inspirar o cliente. O consumidor é fiel a um produto, não unicamente pelo produto, mas pela imagem que a empresa tem no mercado. Afinal de contas, as pessoas não compram O QUE você faz; elas compram POR QUE você faz o que faz. E será que as marcas divulgam isso direito?

 

Aí entra a comunicação. Nem vou citar a comunicação institucional, mas a comunicação que cada representante da marca tem com seus públicos. O grande desafio é formatar um POR QUE genuíno, realista e verdadeiro. E é claro que isso está totalmente ligado a sua missão de vida. Por que você faz o que você faz? Quem é impactado pelo seu trabalho? Que tipo de benefícios os impactados têm? O que você ganha com isso? E  eu não estou me referindo a dinheiro!

 

É a consciência sobre tudo isso que realmente te motiva a fazer o que você faz. Eu deixo aí o desafio pra você decifrar.

 

Eu escrevi esse artigo inspirada nos ensinamentos de Simon Sinek. Procure o vídeo dele sobre o assunto no Ted.com

O Portal Top Vitrine não se responsabiliza por artigos assinados ou de origem definida.

TER, 26.01.2016

Bateu, levou... já era

Quantas vezes a gente se arrepende das palavras que diz?

Comunicação Pessoal

Para o Portal Top Vitrine

Uma fala mal dita pode se tornar maldita num segundo. Basta deixar de colocar o filtro do amor que as palavras podem azedar um relacionamento. E como controlar um comportamento impulsivo? Como administrar uma situação crítica, em que os ânimos estão à flor da pele e às vezes parece impossível pensar duas vezes antes de abrir a boca?

 

É importante refletir sobre a intenção positiva da reação. Talvez seja não perder a discussão, não se sentir acuado ou até uma vontade imensa de fazer valer seu ponto de vista perante o outro.

 

Tudo isso remete ao comportamento de sentir-se seguro. E em quais momentos você pode sentir segurança, sem necessariamente ter que gritar com o outro ou dizer palavras sórdidas que ferem?

 

Para oferecer essa reflexão, vou emprestar uma história contada pelo maestro Benjamin Zander, chefe da orquestra filarmônica de Boston, nos Estados Unidos.

 

Ele resgatou a vivência de dois irmãos, uma menina e um garotinho que seguiam de trem pra Auschwitz, um campo de concentração localizado na Polônia, criado pelo regime nazista, em que morreram milhares de pessoas.

 

Os pais das crianças estavam desaparecidos, talvez até mortos naquela situação e a menina, que era mais velha, mostrava muito nervosismo.

 

Vendo o irmão sem os sapatos, ela gritou: “Você não consegue manter as suas coisas com você, você perde tudo!”. Foram as últimas palavras dela para o irmão; depois que a viagem terminou, ela nunca mais o viu. Ele morreu, ela sobreviveu ao massacre. E decidiu que a partir daquele momento nunca mais diria nada que não pudesse se sustentar como a última coisa que dissesse.

 

É forte isso, né?

 

Quantas vezes a gente se arrepende das palavras que diz? Se pudéssemos voltar no tempo, não teríamos ofendido, magoado, entristecido ninguém, porque nossa origem é boa e nossa intenção também.

 

Portanto, é urgente que usemos o filtro do amor. Por educação, gentileza ou amor que não deixemos de pensar duas vezes antes de proferir qualquer palavra que possa magoar.

 

A decisão de qualquer coisa é sempre nossa. E o momento acalorado não pode servir de justificativa para explicar uma grosseria ou uma palavra mal colocada. É sempre tempo de refazer uma postura, de se colocar no lugar do outro, de adoçar as palavras. A conclusão sobre os benefícios que esse novo comportamento traz pode ser o motivo para que o outro, antigo, não se repita.

 

Às vezes a gente pratica comportamentos que ficam fora de moda; é preciso atualizar nossa maneira de se manifestar, porque como dizia Einstein: “Se você faz tudo sempre do mesmo modo vai encontrar sempre o mesmo resultado”.

 

Recicle-se, transforme-se, porque tudo que é vivo está em constante transformação.

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TER, 19.01.2016

Você escuta ou ouve o outro?

Escutar é mais profundo. A ação ativa requer atenção, vontade, dedicação

Comunicação Pessoal

Para o Portal Top Vitrine

Se você mantém os ouvidos fechados para o outro, como poderá compreendê-lo?

 

O fato de saber que o outro está falando não significa que sua atenção está direcionada a ele, que seu foco está diretamente na outra pessoa.

 

Escutar é uma coisa, ouvir é outra.

 

Ouvir tem relação com os sentidos da audição; é físico. Você ouve um som ou não. Mas só ouve; é uma ação passiva. Você não exatamente está querendo captar aquele som. Ele entra nos seus ouvidos involuntariamente. Se seu sistema auditivo está apto a reconhecer sons, você vai ouvir, mesmo às vezes sem querer.

 

Escutar é mais profundo. A ação ativa requer atenção, vontade, dedicação. Você toma a decisão de escutar se quer mesmo se voltar para o outro, colocar o foco no outro. Então escutar não é só captar o som, mas interpretar o que o outro está dizendo.

 

E qual é a vantagem de escutar e não apenas ouvir? Bom, a atitude de escutar pode promover uma conexão. É assim que você se aproxima do outro, consegue ajudá-lo, entendê-lo. Assim você mostra interesse, se envolve, consegue reciprocidade.

 

Já passou por alguma situação em que o outro está lhe dizendo algo e você simplesmente não escuta? Talvez, por defesa, você se fecha para aquele conteúdo. A pessoa até diz depois: “mas eu te falei isso” e você diz: “não, você nunca disse isso pra mim”.

 

Com essa atitude, o movimento seguinte é concluir o que a gente quer, o que é mais confortável para nós. Ou seja, de forma alucinada - porque o que não é real é alucinação - a gente tira as conclusões precipitadas e mais convenientes para nós naquele momento.

 

É possível ter entendimento numa situação assim? No mínimo, é mais difícil. O interessante aqui é entender a dinâmica e ficar atento para escutar o outro na essência, se esforçar para entender o que ele está dizendo e por que pensa dessa maneira e, sem fazer julgamentos ou conclusões precipitadas, mas preocupando-se em compreender o conteúdo da fala dele e, principalmente a intenção positiva.

 

Experimente buscar essa conexão maior com as pessoas por meio da audição ativa: queira escutar o outro, queira entender o que o outro tenta manifestar.

 

Você vai descobrir muita coisa boa!

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Comunicação Pessoal

Apaixonada pela Comunicação como ferramenta de desenvolvimento pessoal, Aurea Regina de Sá é jornalista e Coach de Comunicação. Tem pós-graduação em Comunicação Pública, formação em Coaching e Programação Neurolinguística. É referência nacional como especialista em Media Training, treinamento que capacita profissionais para o relacionamento com a imprensa. Sempre motivada a cumprir a missão de ajudar as pessoas a se desenvolverem como comunicadoras, Aurea distribui podcasts semanais pelo whatsapp. Para cadastro gratuito, visite o site www.aureareginadesa.com.br/dicas. Aurea Regina é articulista do Portal Top Vitrine desde janeiro de 2016.

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