Campo Grande-MS 26.07.2017

Cinema, Diversão & Arte

Mario Masetti

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SAB, 19.03.2016

Atores – Manias, métodos e segredos

Quanto mais carruagens, mais merda e, portanto, mais público

Cinema, Diversão & Arte

Portal Top Vitrine

Sempre vi, com muita curiosidade, trejeitos, manias, superstições e métodos de trabalho que os atores demonstram em seus cotidianos. A primeira imagem que vi, em meu primeiro dia de trabalho, nos idos de 1967, no Teatro de Arena de São Paulo, foi a do ator Renato Consorte deitado no chão do minúsculo palco daquele teatro, olhando para os refletores fixados no gradil do teto e murmurando palavras incompreensíveis. A sala estava escura e me fiz anunciar com pequenas tossidas, que não foram sequer ouvidas por Renato. Sentei na primeira fileira de assentos perto da porta e fiquei admirando aquela cena para mim sem sentido. Durou uns trinta, quarenta minutos a cantilena, até que Renato me pressentiu no ambiente, levantou a cabeça e, tentando enxergar através da escuridão, perguntou quem estava ali. Ele tinha acabado de realizar o seu ritual de concentração para fazer o espetáculo da noite.

 

Em minha trajetória no teatro, e lá se vão quase cinquenta anos, me confrontei novamente com várias situações parecidas e aprendi a respeitar esses momentos, que revelam concentração, dedicação à profissão e vontade de acertar durante as funções. Desde pequenos gestos, como acender incensos nos camarins do teatro, passando por rápidas orações segundos antes de entrar em cena, ou ainda manifestações conjuntas de elencos que, em roda antes que seja aberta a cortina, pedem proteção e ao mesmo tempo invocam a importância do coletivo na arte de representar:

 

Puxador - Eu seguro minha mão na sua

 

Todos - Eu seguro minha mão na sua

 

Puxador – Você segura sua mão na minha

 

Todos – Você segura sua mão na minha

 

Puxador - Para que juntos possamos fazer

 

Todos – Para que juntos possamos fazer

 

Puxador - Tudo aquilo que eu não posso fazer sozinho.

 

Todos - Tudo aquilo que eu não posso fazer sozinho.

 

Há atores, que seguram nas mãos objetos secretíssimos e absolutamente pessoais e que são guardados em seus figurinos, momentos antes da entrada em cena. Outros, caminham pelo palco procurando pregos ou parafusos escondidos nas fendas do palco, que também são guardados em contato com seus corpos, amuletos que asseguram que os deuses do teatro estarão presentes àquela sessão, garantindo paz, harmonia e proteção .

 

Ainda no campo das superstições, estas mais consagradas mundialmente, atores não pronunciam o nome de Macbeth no interior de um teatro. Em vez disso, eles se referem à “peça escocesa” ou ainda à “inominável”, e o rei assassino é chamado simplesmente de “M.” Se essa regra for quebrada por alguém, a pessoa deve rodear três vezes o prédio do teatro e enquanto corre, cuspir. Depois bater três vezes na porta e só poderá entrar depois que os seus colegas autorizarem. Essa proibição, diz a lenda, existe pelo fato do teatro Globe ter sido incendiado durante uma encenação de Macbeth.

 

O povo do teatro diz “merda” a um ator para desejar boa sorte. É porque antigamente os frequentadores mais ricos iam para o teatro em carruagens e a quantidade de cocôs dos cavalos na frente da sala de espetáculos indicava que a peça era um sucesso. Quanto mais carruagens, mais “merda” e portanto, mais público.

 

Não se fala a palavra “corda” dentro de um teatro. Essa proibição vem dos carpinteiros e maquinistas teatrais que adotaram a prática dos marinheiros dos navios que falavam dos cabos, com seus nomes específicos “escota” “adriça”, etc. “Corda” era um instrumento de suplício e morte para quem era punido.

 

Saindo um pouco do campo das superstições místicas, lembro-me de atores que já vestidos para a função, um pouco antes do início do espetáculo, percorrem o palco refazendo suas marcações, do começo ao final da peça. Outros ainda, inspecionam a posição dos objetos que serão utilizados em cena. Isso sem contar os sons que se misturam nos bastidores de profissionais preocupados em “limpar” suas vozes, através de Miniminiminis, solfejos e discretas tossidas.

 

O grande ator Abraão Farc chegava ao teatro muitas horas antes do espetáculo e freneticamente passava à ferro quente as inúmeras camisetas que utilizava por sessão. Um dia, não aguentando mais a curiosidade que me incomodava, não resisti e perguntei o que poderia significar aquele estranho ritual. Desmistificando tudo, Abraão respondeu tranquilo: “Eu transpiro muito durante a peça. Então, sempre que da tempo, eu troco minha camiseta para não transpirar no figurino. Afinal a roupa de cena só é lavada uma vez por semana”. Realmente as camisetas saiam do palco pingando suor.

 

Tem também uma história exemplar, ocorrida no Berliner Ensemble, teatro que era dirigido por Bertolt Brecht em Berlim. Já na reta final de uma estreia, um assistente do grande teatrólogo levou alguns figurantes à sua presença para que recebessem informações sobre suas participações no espetáculo. Brecht lhes disse que seriam transeuntes de uma rua, num momento que precedia uma explosão de uma bomba na cidade. Dito isso, solicitou que se dirigissem para a sala de figurinos e escolhessem suas roupas. Todos voltaram para o palco rapidamente, menos um figurante, que demorou, muito, a ponto de o próprio Brecht, já impaciente, ir até a sala dos figurinos, reclamar da demora do figurante em retornar ao palco. Lá, se deparou com a seguinte cena: nosso personagem na frente de um espelho, cercado de chapéus, experimentava calmamente e com muito critério chapéu por chapéu. Brecht, não aguentando aquela “frescura” foi ríspido e perguntou o que ele estaria fazendo com tantos chapéus em sua volta, experimentando um por um.

 

Que fosse rápido, pois estavam apenas esperando ele para que o ensaio se inciasse. No que o figurante, muito seguro respondeu: “Herr Brecht, trata-se de uma cena de multidão correndo assustada. Meu rosto pouco importa, não será visto. É o chapéu que se destacará. Portanto não poderá ser qualquer chapéu. Estou aqui, escolhendo “o“ chapéu. Naquele dia, o figurante, por sua atitude meticulosa e metódica, foi apontado como exemplo para todo o elenco do espetáculo.

 

São histórias como estas que dignificam a profissão do artista. Pessoas que, através de pequenos gestos, dão importância maior às suas atividades, demonstrando concentração, profissionalismo e vontade de acertar. Aproveitar este espaço do portal Top Vitrine para homenagear esta categoria de trabalhadores muito me envaidece, pois são os artistas que, com suas manias, superstições e métodos, apontam caminhos através dos tempos e fazem da  arte de representar uma arma poderosa de transformação da sociedade.

O Portal Top Vitrine não se responsabiliza por artigos assinados ou de origem definida.

Reprodução/Internet

Bertolt Brecht

SEX, 26.02.2016

Reserva Cultural

Estamos no paraíso! É entrar lá e se sentir na França

Cinema, Diversão & Arte

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2 comentário(s)

Sim! Existe um cinema em São Paulo que não está localizado dentro de um shopping center, não vende pipoca e tem uma programação super variada, onde predominam as produções atuais do cinema francês, europeu, brasileiro e americano, nessa ordem.

 

O cinema se chama Reserva Cultural. Possui quatro salas de projeção que hoje se encontram dentro dos padrões de aceitação, tanto no quesito imagem, quanto no quesito som. Duas das salas são grandes, acima de duzentos lugares e as outras duas salinhas, pequenas, não mais que oitenta lugares, fazem lembrar os cineminhas instalados no Quartier Latin de Paris. Aliás, todo o complexo cultural, que envolve também restaurante, livraria, um café e... pasmem, uma padaria que vende o melhor da patisserie francesa, além dos famosos pães franceses feitos com o fermento Levain! Um café expresso digno das melhores notas.

 

Bem, por enquanto estamos no paraíso! É entrar lá e se sentir na França. Automaticamente mudamos nossos comportamentos e trejeitos. Passamos a falar baixo. Adquirimos de repente aquela cara de conteúdo que só os intelectuais franceses têm e começamos a torcer para que nossos amigos e inimigos apareçam para ver como você é um cara bem informado, lúcido e inserido no contexto, para usar termos que caem bem para membros seletos de uma determinada inteligenzia.

 

Antes da sessão, pode-se degustar um café acompanhado de um eclair au chocolat, ou uma tartine beurrée ou ainda um delicioso crème brûlée.

 

Dentro do cinema, ar condicionado impecável, às vezes até um pouco frio demais, para que você possa usar um eventual manteau comprado numa viagem à Europa. E assim, sua journée française vai se passando. Os filmes, em sua maioria, são da melhor qualidade. Para nós, acostumados a assistir quase que apenas os filmes americanos, nos confrontamos com um cinema mais inteligente, mais simples, sem as pirotecnias de efeitos especiais ou atores pasteurizados, dentes alinhados, sem imperfeições no rosto.

 

Depois da sessão, uma passada na livraria ali existente, onde se pode comprar livros, revistas e sobretudo DVDs selecionadíssimos, dos filmes antes exibidos naquele complexo cultural. Quase irresistível! Em seguida, passemos para o Bistrot que serve, a preços nada absurdos, pratos da culinária francesa que podem ser acompanhados de bons vinhos, cervejas ou refrigerantes.

 

Para terminar, você pode ainda comprar pães para o seu café da manhã do dia seguinte. As mais deliciosas baguettes, navettes ou ainda pães integrais recheados de nozes e passas.

 

Pronto. Você acabou de realizar um programa absolutamente europeu na cidade de São Paulo. Sempre um bom filme, bons livros, boa comida e ainda a chance de ser visto por amigos, frequentando um lugar top da cultura paulistana. Existisse uma Standard and Poor’s para medir graduações de nível cultural, a Reserva estaria com a nota máxima.

 

Uma última coisa me fascina naquele lugar: lá dentro me sinto um garoto jovem, lépido e fagueiro. Por tudo o que foi descrito até então e, principalmente, pela quantidade de velhinhos que frequentam o local.

 

Invariavelmente minha companheira e eu sempre somos os mais jovens do local. E olha que minha jeaunesse já foi perdue há muito tempo. Talvez pelo estilo europeu do lugar. Talvez pela falta de ímpeto cultural da juventude nos dias de hoje, que já não se empolga mais por filmes pensantes, que substituiu a cultura dos festivais europeus de cinema, Cannes e Berlim, pela superficial e marqueteira cultura do Oscar. Ou talvez ainda pelo silêncio que impera no local em contraponto com a gritaria dos shoppings centers, pela ausência do irritante ruído das pipocas sendo chacoalhadas dentro dos sacos de papel, sempre acompanhadas daquele enjoativo cheiro de gordura queimada e, finalmente, pela existência de filmes que não se pautam pelas pirotecnias visuais e sonoras tão em voga nos blockbusters americanos que se sincronizam perfeitamente com os cinemas instalados nos shoppings, tão irritantes para nós cabeças brancas, já escolados pela vida.

 

Mas o paraíso tem suas máculas. Uma coisa que chateia nisso tudo - e essa é uma tendência da atividade cultural no Brasil -, é o curtíssimo espaço de tempo que os filmes ficam regularmente em cartaz, sem chance de decolar numa segunda ou terceira semana.

 

Em poucos dias são empurrados para solitárias sessões únicas em horários esdrúxulos. Ultimamente, o dinheiro das bilheterias foi colocado num segundo plano. Os filmes estreiam já subvencionados por PROACs, PACs, ou outros mecanismos de incentivo e não precisam se preocupar com receitas advindas do público pagante. Além, é claro, da força financeira das empresas majors que financiam os Blockbusters.

 

Quem sofre com isso é o pequeno produtor, que perde sua força nas negociações com distribuidores e exibidores e tem seus lançamentos desprezados, sofrendo inevitavelmente com a falta de público espectador. Como trabalhador do cinema brasileiro, não poderia jamais aceitar calado essa tendência que se instala na cultura do nosso país. Lamentavelmente a Reserva Cultural, tão diferente em tudo o que foi descrito nestas linhas, se iguala às outras salas da cidade nesta questão tão vital para a continuidade de um cinema independente.

 

Nota da Redação

 

Reserva Cultural

Avenida Paulista, 900 - Térreo

Entre as estações Trianon-Masp e Brigadeiro do metrô

Aberto todos os dias das 10h às 22h, sábados até meia-noite

Telefone: (11) 3287-3529

O Portal Top Vitrine não se responsabiliza por artigos assinados ou de origem definida.

Reprodução/Site

Bons filmes ficam poucos dias em cartaz

QUI, 18.02.2016

O contrarregra

Ir contra as regras indica um modo de viver

Cinema, Diversão & Arte

Para o Portal Top Vitrine

Das profissões que existem na atividade teatral e cinematográfica a que mais me fascina é a do contrarregra. O próprio nome já nos leva a pensar em transgressões, ir adiante sem se preocupar com as consequências, o que valoriza ainda mais o lado anárquico de nossas escolhas profissionais.

 

Ir contra as regras, indica um modo de viver, distante das outras atividades profissionais, que adotam a normalidade como padrão. E é assim, que Helinhos, Alexandres, Roses, Chiquinhos e Adolfos levam suas vidas. Inventando formas de deixar as histórias que o Teatro e o Cinema contam, mais verdadeiras, através das inúmeras situações improvisadas que criam para que a ação não deixe de acontecer.

 

Para quem vê de fora, resta o deleite. Ver como aquelas figuras trabalham no set, quase imperceptíveis, mas de absoluta necessidade resolvendo os problemas mais intrincados com invejável criatividade.

 

Filmávamos uma sequência de “O Príncipe”, longa metragem do diretor Ugo Giorgetti. Nela, o personagem representado pelo grande ator Ricardo Blat se suicidava, saltando de um viaduto e se estabacando lá embaixo, no asfalto da Avenida Sumaré, em São Paulo.

 

Para o ator, uma cena difícil, não pela necessidade de aplicar seus conhecimentos do método Stanislawski ou ainda as teorias do Verfrendungseffect brechtiano, mas apenas pela necessidade de ficar durante muitas e muitas horas, absolutamente imóvel, morto, numa posição absolutamente desconfortável num chão de asfalto sujo.

 

Tudo isso numa noite fria de um inverno julino paulistano. Para colaborar, uma leve bruma molhava o chão e o ator nele caído.

 

Se abrisse os olhos, e fez isso muitas vezes durante aquela noite, conseguia ver os outros atores e a equipe do filme sentados normalmente em cadeiras de lona dobráveis, conversando, rindo e até se divertindo, comendo e bebendo do serviço de catering que era constantemente oferecido pelos produtores, enquanto esperavam os deslocamentos da câmera que captava por diversos e diferentes ângulos, aquele pedaço da história que estava sendo contado naquele dia.

 

Em casos de extrema necessidade, Ricardo conseguia, no máximo, chamar, através de abafados gritos, alguém que lá chegasse e o aliviasse de câimbras, inevitáveis para quem estava há muitas horas naquela posição.

 

Naquela equipe, o contrarregra era o Chiquinho. Ligado em tudo, seus olhos não paravam quietos nenhum instante.

 

Chiquinho sempre disponível a resolver problemas dos diversos departamentos daquela filmagem. Ora com a cenografia, ora com a maquiagem, ajudando a escorrer um filete de sangue que saia da boca do ator sujando o asfalto, ora com o figurino, borrifando um pouco mais de neblina no casaco do suicida.

 

Foi quando ouviu o grito abafado do Ricardo Blat, que já não aguentava mais de dor pelo fato de estar ali, naquela posição absurda. Com extremo cuidado, Chiquinho, sem mexer na posição de morto de Ricardo, o massageou, relaxando a sua musculatura e dando fôlego para que ele suportasse por mais um tempo aquela ingrata posição.

 

Ao mesmo tempo, Ricardo reclamou de sede, muita sede. Estava ali há horas, sem ter bebido nenhum líquido.

 

Chiquinho parou, pensou consigo mesmo. Como dar água para um cara que está estendido no chão, com um filete de sangue saindo de sua boca, encostada no asfalto, sem desmanchar a continuidade da cena?

 

Disse em seguida a Ricardo que iria demorar um pouco, mas a água viria.

 

O que se viu a partir daquele momento foi um trabalho lindo sendo construído. Uma escultura digna de causar inveja aos mais consagrados artistas plásticos contemporâneos. Ou ainda aos mais eficientes encanadores.

 

Partindo de um copo plástico cheio de água gelada, um complexo sistema de canudinhos torcidos levaria o precioso líquido até a boca do ator sem interferir na cena, sem riscos de derramamentos no chão e ainda, sem riscos de estragar sua maquiagem. Um último canudo daquele sistema chegava à boca de Ricardo e ele apenas deveria absorver até que a água fosse parar em sua garganta.

 

Na verdade, nada demais. Mas o cuidado e o carinho de Chiquinho com aquele ator, naquela situação, fizeram a diferença. Chiquinho mais uma vez atuava contra as regras. Fosse qualquer outro incauto, faria o ator se levantar para beber a água, perder toda a continuidade da cena, sabe-se lá, quantas vezes naquela noite.

 

Aquele pequeno gesto e aquela pequena e improvisada solução colaboraram - e muito - para que a concentração do ator se mantivesse presa à filmagem, que a continuidade do filme ficasse preservada. Coisas que à primeira vista não se notam, mas seguramente se percebem quando se assiste ao filme.

 

É o que diferencia os bons trabalhos dos maus trabalhos. Chiquinho, naquela noite, foi recompensado pelos olhos brilhantes de Ricardo Blat que lhe sorriam em agradecimento.


Guardei aquela escultura relíquia até bem pouco tempo em uma prateleira de minha casa.

 

Muita gente que me visitou, enquanto ela esteve lá exposta, olhava com respeito exagerado ao saber que se tratava de um pequeno monumento em homenagem aos contra regras, até o dia em que a faxineira me comunicou que havia jogado no lixo aquele copinho, com aquele monte de canudos empoeirados.

 

Talvez tenha sido melhor assim. Quando precisar de uma traquitana parecida em alguma filmagem sei a quem recorrer e sei que com rapidez e eficiência meu contrarregra saberá fazer outro objeto igual ou tão eficiente como aquele, agora guardado apenas em minha memória.

O Portal Top Vitrine não se responsabiliza por artigos assinados ou de origem definida.

Reprodução

Longa metragem do diretor Ugo Giorgetti

de 2

Cinema, Diversão & Arte

Com atuação reconhecida em cinema, televisão, teatro e propaganda, Mario Masetti iniciou sua carreira em 1967 como assistente de direção de Augusto Boal, no Teatro de Arena de São Paulo (SP). Estreou como diretor teatral em 1975 com "Porandubas Populares", ganhando o prêmio APCA como Diretor Revelação. Além de sua atuação como realizador teatral, Masetti tem trabalhado como produtor e diretor assistente em mais de vinte filmes de longa metragem com os mais importantes realizadores do cinema brasileiro, entre eles Maurice Capovilla (O Jogo da Vida), Leon Hirszman (Eles Não Usam Black Tie), João Batista Andrade (A Próxima Vítima, País dos Tenentes), Ugo Giorgetti (Boleiros, O Príncipe, Boleiros 2, Uma Noite em Sampa e A Cidade Imaginária). Masetti integrou a equipe de diretores da produtora Blimp Film, tendo realizado vários documentários para o programa Globo Repórter. Realizou ainda os programas de Televisão "Os Brasileiros e a Música" Série: Os Brasileiros - TV Manchete, "Os Brasileiros e a Saudade" Série: Os Brasileiros - TV Manchete, "PCN na Escola - Português" Série de 18 programas para a TV Escola – MEC - "Mão na Forma" - Série de seis programas sobre Geometria para a TV Escola – MEC – "Telecurso-Tec", Série de 140 programas de teleeducação para a Fundação Roberto Marinho. Série "Ofício de Professor na TV", TV Cultura/Fundação Vitor Civita. "Telecurso 2000 +10" – Fundação Roberto Marinho e a série "Teatro Rá-tim-bum" para a TV Cultura de São Paulo. Para a mesma emissora, dirigiu os programas "Cambalhota, Profissão Professor" e "Almanaque Educação". Dirigiu em 2010, para a TV Brasil, a série "Almanaque Brasil" e para a mesma emissora a série "Resistir é Preciso", em coprodução com o Instituto Vladimir Herzog. Atualmente, é diretor dos programas do "Canal Educar", da Abril Educação. Foi, nos anos 80, um dos sócios da Tatu Filmes, empresa importante para o desenvolvimento do cinema em São Paulo, que produziu vários filmes, destacando-se "Janete", "A Marvada Carne", "A História de Vera" e "Feliz Ano Velho". Ocupou vários cargos públicos, como o de Diretor do Centro Cultural São Paulo, Conselheiro da Cinemateca Brasileira, professor de interpretação na Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo (USP), professor na Escuela Internacional de Cine y TV (Cuba), professor da disciplina Direção Cinematográfica no curso de Audiovisual na Escola de Comunicações e Artes da USP, Membro da Comissão Estadual de Cinema, diretor artístico da APAA – Associação Paulista dos Amigos da Arte, Organização Social ligada à Secretaria de Estado da Cultura - São Paulo. Em 2013 escreveu e publicou pela Sá Editora o romance Por Amor. Paralelamente à sua atividade cultural, é diretor de filmes publicitários desde os anos 70, tendo realizado uma infinidade de filmes para as principais agências do País. Mario Masetti é articulista do Portal Top Vitrine desde fevereiro de 2016.

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