Campo Grande-MS 18.08.2017

Caminho Acessível

Nathalia Blagevitch

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QUI, 28.01.2016

Inclusão com i maiúsculo

Para mim, existem pessoas que nascem com o gene Inclusivo – com i maiúsculo

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Para o Portal Top Vitrine

Desde de que decidi assumir a deficiência como um fato social e não somente como uma característica minha, consegui fazer um link com as aulas de genética que tivemos no ensino médio.

 

Não é nada científico. É apenas uma conclusão que cheguei, depois de muito observar o comportamento e a reação das pessoas quando conto meus sonhos, minhas histórias ou mesmo quando participam de algo comigo.

 

Para mim, existem pessoas que nascem com o gene Inclusivo – com “i” maiúsculo, mesmo. São aquelas que encaram a deficiência como algo normal e, muitas vezes, ajudam a sociedade a ser menos deficiente em relação a essa causa.

 

Por outro lado, há pessoas que têm medo de fazer a inclusão ou que julgam a deficiência como uma incapacidade. Não sou daquelas que acha que devemos provar algo para as pessoas, mas esse caso é uma exceção.

 

Você concorda com a minha teoria? Acha que nasceu com o gene Inclusivo?

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Arquivo pessoal

Nathalia Blagevitch

TER, 15.12.2015

Eu e minhas ites...

Você não vai permitir que suas ites destruam seus sonhos, né?

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Hoje em dia, quase todo mundo tem uma lista de “ites”, infelizmente. Na minha seleção, partindo das que mais me incomodam até as menos chatinhas, estão: tendinite, labirintite, gastrite, rinite e sinusite. Duvido que você também não tenha “ites”...

 

Bem, como sou concurseira, blogueira e professora tutora, minha tendinite está presente na minha vida profissional, o tem-po to-do! Por isso, acho que já estou naquele estágio do “aceita que dói menos”, sabe?

 

Um dia, conversando sobre planos para o futuro com uma colega e explicando minha rotina de estudos, ela me faz uma pergunta que, como sempre, me fez refletir a respeito – e acabou motivando este texto: "Como você faz aula de treinamento de questões discursivas, sem escrever?" Eu meio que desconversei, pois não tinha uma resposta.

 

Semana seguinte, durante outra aula daquela matéria, confesso que prestei muito mais atenção em mim do que no conteúdo.

 

Assim, acabei reparando que o fato de eu não conseguir anotar explicações me fez uma pessoa mais auditiva.

 

Conclusão: depois que notei isso, passei a assistir as aulas de lado para conseguir intercalar a atenção entre o professor e a tela do computador dos amigos próximos que digitam.

 

Cerca de um mês após a tal pergunta, me tornei capaz de respondê-la. Descobri que, mesmo sem perceber, eu já tinha me adaptado, sim, às minhas “ites”. Mesmo porque, tenho de estudar demais e, em dias de muito calor, a labirintite também vem me visitar com frequência.

 

Enfim, não é fácil, não... mas, como desistir é um verbo que não me pertence, lá vou eu, então, junto às inseparáveis “ites”, lutar por meus sonhos!

 

Agora, pergunto: você não vai permitir que suas “ites” destruam seus sonhos, né?

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SEX, 16.10.2015

Dia dos Professores

Descobri como reconhecer verdadeiros profissionais da educação

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Para o Portal Top Vitrine

Por causa da minha deficiência, tive muitos professores que não acreditavam no meu potencial, me menosprezaram e diminuíram. Graças a isso, descobri como reconhecer verdadeiros profissionais da educação.

 

Escrevendo este texto, me vêm à cabeça três grandes professoras que estiveram presentes em ciclos diferentes da minha vida e foram fundamentais para que eu deixasse de me preocupar tanto com as coisas que não sou tão boa e começasse a reconhecer meus verdadeiros potenciais.

 

Desta pequena lista, a primeira foi uma professora na educação infantil, quando eu ainda não me virava tão bem com a minha deficiência. Ou seja, eu precisava de estímulos para brincar com outras crianças e caminhava de bracinho dado com as amigas, vencendo a preguiça e o medo de levar os primeiros tombos.

 

A segunda dava aulas de literatura no último ano do ensino médio. Era unanimidade: todo mundo gostava! Além de atuar como uma espécie de psicóloga da turma para todo tipo de aconselhamento, ela ainda nos ajudava a garantir um pouquinho de segurança em relação ao desconhecido mundo da faculdade que estava por vir.

 

A terceira, já na faculdade, foi minha orientadora de TCC. Logo depois que me formei, fui monitora dela, professora que nem me conhecia direito, pois não me deu aulas na graduação. Portanto, não sabia quais eram as minhas eficiências e deficiências. E isso fez toda a diferença para mim. Afinal, pela primeira vez, me senti olhada além da deficiência e pude demonstrar meu potencial. Ou seja, caso eu precisasse de algo, sabia que ela estaria disposta a ajudar. Porém, sem passar a mão na minha cabeça por conta da deficiência.

 

Vários outros professores, sim, também marcaram minha história por acreditarem em meu potencial. Mas essas três que menciono mostraram que meus medos eram iguais aos da maioria dos alunos, independentemente de deficiências ou não. Elas também me ensinaram a seguir em frente e que a deficiência não poderia paralisar o meu desenvolvimento como aluna.

 

E é por essas e outras que agradeço muito a todos os professores e, especialmente, a essas três que sempre se mostraram dispostas a me ajudar a levantar dos possíveis tombos para traçar uma nova rota.

 

Parabéns aos professores!

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Acervo pessoal

Nathalia: Formatura Faculdade Damásio de Jesus

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Nathalia Blagevitch é diretora do Caminho Acessível (www.caminhoacessivel.com.br), site idealizado e recém-lançando por ela para abordar temas diversos ligados à pessoa com deficiência. Atualmente, Nathalia estuda para o concurso de Magistratura do Trabalho e é professora tutora de Direito do Trabalho nos cursos preparatórios para a segunda fase do exame de Ordem do Damásio Educacional. Antes disso, foi monitora de graduação na área trabalhista da Faculdade Damásio de Jesus – instituição do mesmo grupo –, onde se formou em 2014. Com o objetivo de apontar os aspectos positivos e negativos presentes no atendimento às pessoas com deficiência, Nathalia produziu e lançou o documentário “Acessibilidade nos Aeroportos da Copa”, depois de visitar todas as cidades-sede do mundial, por conta própria. Em 2013, foi premiada com uma bolsa de extensão universitária no Legal Education Exchange Program (LEEP), em San Diego (EUA). O curso, baseado no sistema jurídico norte-americano, foi realizado na Thomas Jefferson School of Law por meio de uma parceria com a Ordem dos Advogados do Brasil do Estado de São Paulo (OAB-SP). Nathalia foi primeira estagiária com paralisia cerebral da Câmara Municipal de São Paulo, entre 2010 e 2011, quando trabalhou no gabinete de Mara Gabrilli, na época, vereadora. A Coluna Caminho Acessível é publicada desde outubro de 2015 no Portal Top Vitrine.

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