Campo Grande-MS 22.07.2017

A vida sem crachá

Claudia Giudice

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Segunda-Feira, 28.03.2016 às 16:00

Plano C

A proposta é começar do começo. Fazer um plano estratégico

A vida sem crachá

Para o Portal Top Vitrine

O plano B virou A. O antigo A caminha para a extinção. Como prudência, dinheiro no bolso e canja de galinha não fazem mal a ninguém, parti para a construção do meu Plano C, que será B logo que deixar o plano das ideias e encarnar em um plano de negócios.

 

Dessa vez, vou fazer tudo direitinho. O time do Sebrae de Camaçari, meu município baiano, e de Salvador, a primeira capital do Brasil, está me ajudando. A proposta é começar do começo. Fazer um plano estratégico, um plano de negócio e estressar, até o limite, todas as hipóteses antes de colocar a mão no bolso.

 

Já temos a ponta do fio da meada nas mãos. Agora é hora de investigar, pesquisar, ouvir, perguntar, consultar e ler tudo o que estiver disponível sobre o tema. Você deve estar pensando: “plano C em meio a crise?” Pois é, existem dois momentos bons para investir. Aqueles de profunda bonança, como quando inaugurei a minha pousada. E momentos de absoluta tormenta, como agora. Espero estar escolhendo um nicho de mercado que faça sentido – meio caminho andado para o sucesso de qualquer plano C.

 

Preciso fazer uma confissão: a escolha fala ao coração. Sou do time que defende que plano B bom é filho do prazer. Gostar de fazer faz toda a diferença no resultado do negócio – e na satisfação que você tira dele. É o meu caso. O meu plano inclui garimpo, pesquisa, viagens, interação com o público e planejamento. Tudo o que eu gosto e sei fazer.

 

Cachorro picado por cobra tem medo de salsicha. Vou repetir o modelo, bem sucedido, do meu plano A. Vamos começar pequeno. Vamos mirar o bom e deixar o ótimo para o futuro. O risco foi a primeira coisa que avaliamos. Ele é pequeno. Não gosto de arriscar demais. Não quero sentir pressão de investidor, banco ou acionista. Acredito no simples. Gosto de começar pequeno e ver crescer. É o meu perfil. Perdoem-me, portanto, pela falta de ousadia.

 

Em ritmo de baile permanente, voltei ontem para as quadras e hoje para a academia. Preciso de muita disposição e energia para trabalhar. Desconheço plano B, C ou D que dê certo ou gado que fique gordo sem o olhar e o suor permanente dono. O negócio próprio, pequeno ou grande, prospera quando o dono está ali, do lado, colado, trabalhando, pensando e colocando a mão na massa.

 

Quem diria, que menos de um ano depois, eu iria rever todas as minhas apóstilas do Empretec para começar de novo. Que Hefesto, o Deus do trabalho, e São José nos protejam.

Reprodução/Internet

Hefesto, o Deus do trabalho

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A vida sem crachá

Sou jornalista há 30 anos e empresária desde 2012. Fui executiva por nove anos. Desde agosto de 2014, vivo sem crachá após 23 anos de trabalho em uma grande editora. Decidi seguir carreira solo como escritora. Em agosto de 2015 lancei o livro "A Vida Sem Crachá" pela editora Ediouro. Hoje trabalho na própria empresa - pousada A Capela, que fica na praia do Pirui, perto vilarejo de Arembepe, na Bahia - e escrevo histórias sobre carreira, empreendedorismo, trabalho e gente no blog Claudia Giudice em A vida Sem Crachá. Claudia é articulista no Portal Top Vitrine desde fevereiro de 2016.

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