Campo Grande-MS 23.04.2017

Agronegócio

Pedro Spindola

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Terça-Feira, 17.11.2015 às 13:00

O agronegócio é a saída para a crise

A tábua de salvação para tirar o País do caos em que se encontra

Agronegócio

Para o Portal Top Vitrine

O agronegócio brasileiro, não obstante agumas dificuldades pontuais que vem enfrentando, passa por um bom momento. É o setor produtivo da economia que, apesar da crise institucional, política e econômica, ainda consegue apresentar certa esatabilidade, algum crescimento e a geração de empregos.

 

A sociedade urbana está cada vez mais depende do campo uma vez que a mudança do perfil populacional mundial, desde 2008, identifica mais habitantes nas cidades do que em áreas rurais, o que traz relevantes impactos no desenvolvimento socioeconômico dos países.

 

O 3° Fórum de Agricultura da América do Sul, ocorrido nos dias  12 e 13 de novembro, em Curitiba, abordou e apresentou temas de grande interesse, como:

 

- A economia mundial e a herança das crises para o agronegócio

 

- O ciclo das commodities impõe nova ordem aos investimentos

 

- Um mercado em transformação

 

- Urbanização, consumo e oportunidade

 

- Cereais de Inverno - A independência sulamericana na integração do comércio

 

- Ativos florestais e diversificação da economia rural

 

- Novas rotas na geopolítica da integração regional

 

- Produto regional, mercado global

 

- Agricultura familiar no século XXI

 

- Varejo: Agronegócio de alto valor agregado

 

- Negociações internacionais sob a perspectiva do comércio agrícola

 

- O custo e a economia da energia renovável 

 

- A responsabilidade e os desafios da América do Sul rural

 

O desafio agora é fazer chegar as informações e as conclusões deste importante evento – que contou com a participação de lideranças e técnicos de alto nível – aos produtores rurais, para que delas possam tirar proveito.

 

Os interessados em algum tema específico da programação acima, podem acessar www.agrooutlook.com, onde será possível baixar as palestras.

 

Algumas opinões e conclusões do Fórum merecem ser destacadas:

 

O escoamento da produção brasileira de grãos ainda é uma das principais preocupações dos elos da cadeia produtiva do agronegócio. Diante dos gargalos logísticos e da ampliação da produção nacional nas últimas temporadas, existe a necessidade urgente de ampliar a oferta de modais de transporte.

 

Atualmente, mais de 80% da safra brasileira de grãos percorrem o trajeto das fazendas até os portos em caminhões. Esse modal, além de consumir parte do lucro dos produtores, enfrenta problemas de entradas com asfaltos em má condição de conservação e congestionamento nas proximidades dos principais portos.

 

“A eficiência fluvial é muito melhor que a terrestre. Uma barcaça carrega o mesmo que 80 caminhões”, destacou um empresário paraguaio. “Tomara que a hidrovia seja uma alternativa de exportação para o Brasil em breve”, complementou.

 

O superintendente da Administração dos Postos de Paranaguá e Antonina (Appa), Luiz Henrique Dividino,  preconiza que “Se a logística não for redesenhada tem que convencer o produtor a parar de produzir.”

 

"Precisamos duplicar 50 mil quilômetros de rodovias. Mas, as concessões terão que dar conta disso, pois o governo federal não tem condição de assumir isso”, inormou Paulo Resende, coordenador do Núcleo de Logística, Supply Chain e Infraestrutura da Fundação Dom Cabral.

 

Uma constatação preocupante: A cada salto de cinco milhões de toneladas de grãos na safra brasileira, um novo terminal precisaria ser inaugurado em algum porto para viabilizar o escoamento.

 

A sociedade brasileira precisa ser alertada e inserida nestas discussões sobre as questões ambientais, de segurança alimentar, mercado e das tendências deste segmento tão dinâmico como o agronegócio.

 

O agronegócio responde, hoje, por quase 1/4 do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. No primeiro semestre de 2015,  foi responsável por 46% das receitas com as vendas externas no Brasil, segundo informações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Os seis dos 10 principais itens da pauta de exportação brasileira são agropecuários.

 

O Fórum trouxe uma programação dinâmica, incluindo temas de discussão atual como, os ativos florestais, não contemplados nos eventos anteriores.

 

No debate das tendências do agronegócio,  foram disdcutidos temas como logística, empreendedorismo rural, cooperação no campo e no mercado, negociações internacionais, urbanização e consumo, entre outros.

 

O agronegócio é a alavanca e a tábua de salvação para tirar o País do caos em que se encontra.

Paulo Renato Coelho Netto/Livro Mato Grosso do Sul

Plantação de soja em Maracaju (MS)

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É técnico agrícola, jornalista e cronista. Foi diretor na Secretaria de Estado de Cultura de Mato Grosso do Sul, idealizador do Aquário do Pantanal em Campo Grande (MS), criador e editor do Boletim do Fazendeiro, da Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (ACRISSUL). Editor por oito anos do Informe Agropecuário, jornal do Sindicato Rural de Campo Grande (MS). Publicou mais de duzentas crônicas nos jornais Diário da Serra e Folha do Povo. Criador do Projeto "MS Conta Sua História", idealizador do livro "Campo Grande 100 Anos de Construção". Organizou os livros "Celebração das Coisas", em comemoração aos 90 anos do poeta Manoel de Barros, "Histórias y Estórias, Casos y Causos" de Sylvio Amado e "Vivências de um Pantaneiro", de Nauile de Barros. Autor dos projetos sócio ambientais: Recuperação de Nascentes, Caminhos da Natureza, Preservação das Nascentes dos Córregos de Campo Grande e Produção Integrada Sustentável para Pequenas Propriedades. Spindola escreve desde novembro de 2015 no Portal Top Vitrine.

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