Campo Grande-MS 27.05.2017

Comunicação Pessoal

Aurea Regina de Sá

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Terça-Feira, 22.03.2016 às 11:55

Não aceito a sua opinião

Por que ele estaria errado? O pensamento dele não é igual ao meu?

Comunicação Pessoal

Para o Portal Top Vitrine

João está errado. Eu é que estou certa. É dura essa conclusão, não é mesmo?

 

Quando eu penso dessa maneira, coloco uma barreira na minha relação com o outro, porque não me permito ouvir o que ele pensa, aprender com o que ele acredita e me mantenho no alto do pedestal, que até parece ser mais elevado do que o de qualquer pessoa.

 

Distância, rejeição e falta de flexibilidade é o que eu manifesto com um comportamento desses.

 

Quando eu penso que o outro está equivocado, eu decido que ele está errado em relação à minha postura, à minha forma de pensar. É uma conclusão taxativa. Pior que isso é dizer ao outro: você está equivocado! Imagine como se sente uma pessoa ouvindo isso.

 

Poxa, é a forma que ele tem de pensar. Por que ele estaria errado? O pensamento dele não é igual ao meu? Mas quem falou que todos iriam pensar como eu? Seria até muito chato se isso acontecesse.

 

Agora se eu penso: "Ele tem uma percepção diferente da minha", estou agindo como um comunicador gentil e entendo a opinião contrária da outra pessoa, o que mostra uma posição mais flexível, ou seja, eu reconheço que o outro pensa de outro jeito, porque percebe a situação de outra maneira.

 

E nossa postura está sempre ligada a realidade que temos, à bagagem e as crenças que carregamos, por isso as opiniões são diferentes.

 

Na medida em que eu me permito ouvir o que o outro pensa, estou ampliando a minha percepção.

 

O antagonista, por mais incrível que pareça, sempre nos favorece, porque nos faz pensar fora da caixa, com uma outra visão. E isso não quer dizer que eu tenho, necessariamente que mudar a minha opinião, apenas seria interessante que eu ouvisse o que o outro tem a dizer.

 

Tem gente que avisa no Facebook que vai eliminar usuários que não pensam como ele. Não é fácil ter um milhão de amigos como canta Roberto Carlos.

 

Para conviver bem, é preciso respeitar o outro; ouvir o outro – sem necessariamente acatar a opinião dele – apenas considerar o que ele pensa. Isso pode me ajudar, inclusive a aprender mais. Pode ser que eu nunca pense como ele, mas posso pelo menos escutá-lo?

 

É importante destacar que a prática das virtudes modela um comunicador. Com a paciência você pode suportar as opiniões contrárias, sem reclamar; sendo tolerante, você aprende a ter disposição para ouvir com paciência as opiniões contrárias.

 

Se o foco estiver em você, o ganho maior será seu: sem irritação, a sua saúde agradecerá pelo novo comportamento. Se você enxergar o outro e praticar a empatia, o benefício será dos dois. Com aceitação, é possível desenvolver boas relações, tirar bom proveito de situações que a princípio seriam conflituosas.

 

Seu maior sonho seria que o mundo vivesse a paz? Comece promovendo a paz nos seus relacionamentos, simplesmente ouvindo e respeitando o outro. É bastante possível plantar isso no nosso dia a dia.

 

Fica aí o convite: experimente.

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Comunicação Pessoal

Apaixonada pela Comunicação como ferramenta de desenvolvimento pessoal, Aurea Regina de Sá é jornalista e Coach de Comunicação. Tem pós-graduação em Comunicação Pública, formação em Coaching e Programação Neurolinguística. É referência nacional como especialista em Media Training, treinamento que capacita profissionais para o relacionamento com a imprensa. Sempre motivada a cumprir a missão de ajudar as pessoas a se desenvolverem como comunicadoras, Aurea distribui podcasts semanais pelo whatsapp. Para cadastro gratuito, visite o site www.aureareginadesa.com.br/dicas. Aurea Regina é articulista do Portal Top Vitrine desde janeiro de 2016.

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