Campo Grande-MS 27.05.2017

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Angelo Mendes Corrêa & Itamar Santos

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Sabado, 16.04.2016 às 09:20

João Signorelli: o ator e a leitura crítica de seu tempo

O maior problema do cinema brasileiro é a falta de bons roteiros

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Em 45 anos de carreira, João Signorelli construiu extenso currículo como ator, atuando no teatro, cinema e televisão. Participou de montagens antológicas, como O Homem de La Mancha, ao lado de Bibi Ferreira e Paulo Autran. Na televisão, dentre as dezenas de novelas e minisséries em que atuou, está Grande Sertão: Veredas, baseada no romance de Guimarães Rosa. Desde 2003 anos tem feito, com grande êxito, pelo Brasil afora, o monólogo Gandhi, de Miguel Filliage e Benne Catanante, com o qual percorreu boa parte do país.

 

Desde quando a arte de representar?

 

Desde 1971, ao entrar num grupo de teatro amador, no Colégio Estadual Oswaldo Aranha, em São Paulo. E profissionalmente desde 1972, na peça infantil A Turma da Mônica Contra o Capitão Feio, de Mauricio de Souza, dirigida por Abelardo Figueiredo.

 

Em quase quatro décadas de carreira, que momentos foram mais marcantes?

 

A estreia de A Turma da Mônica e, no mesmo ano, a estreia no teatro adulto, na peça O Homem de La Mancha, direção de Flavio Rangel, com Paulo Autran e Bibi Ferreira no elenco. Também a minissérie Grande Sertão: Veredas, na TV Globo, em 1985, com direção de Walter Avancini. E o encontro, em 2003, com Gandhi, de autoria de Miguel Filliage e Benne Catanante, com direção de Miguel Filliage.

 

A televisão permite que o ator se desenvolva?

 

Permite desenvolver uma esperteza cênica, pois o tempo é curto e são muitas as cenas a gravar. E você precisa estar bem concentrado e focado para realizar o trabalho.

 

Apesar de vir conquistando públicos maiores nas últimas duas décadas, o cinema brasileiro parece longe das massas. A que atribui tal fato?

 

Acho que o maior problema do cinema brasileiro é a falta de bons roteiros. Temos atores e atrizes maravilhosos, assim como diretores fantásticos, ótimas histórias, mas poucos bons roteiros.

 

Seu maior sucesso no teatro, o monólogo Gandhi, surgiu como?

 

De um pedido de Alexandre Garrett para que Miguel Filliage preparasse um espetáculo de teatro para a abertura de um fórum de recursos humanos, cujo tema era liderança. Depois dessa primeira apresentação, assumi a produção e estou até hoje fazendo.

 

Algum caminho para popularizar o teatro, uma vez que mais de 80% dos brasileiros declararam, recentemente, nunca terem visto uma peça?

 

O governo precisaria tirar alguns impostos e as salas de teatro precisariam diminuir seus lucros. Além disso, ingressos subsidiados pelo governo, o que daria para fazermos espetáculos gratuitos nas periferias das grandes cidades.

 

As leis de incentivo ao teatro têm cumprido seu papel?

 

Totalmente não, pois são os departamentos de marketing das empresas que decidem em que companhias eles irão investir. Aí procuram geralmente atores famosos e sempre os mesmos nomes são contemplados, ficando os novos com dificuldade de aparecer.

 

Nota da Redação:

 

Entrevista concedida a Angelo Mendes Corrêa e Itamar Santos.

Reprodução/Internet

João Signorelli

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Angelo Mendes Corrêa nasceu em São Paulo, SP. É mestre em Literatura Brasileira pela Universidade de São Paulo (USP), onde cursou bacharelado e licenciatura em Letras. Na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUCSP), fez Direito e Jornalismo. Desde 1987 é professor de Português, Literatura Brasileira, Literatura Portuguesa, Teoria Literária e Produção de Textos, nos níveis médio e superior. Começou no Jornalismo em 1985 e colaborou na Folha de S.Paulo (S.Paulo,SP), Jornal da Tarde (S.Paulo,SP), Linguagem Viva (S.Paulo,SP), São Paulo Review (S.Paulo,SP), Protexto (S.Paulo,SP), Revista de Literatura Brasileira (S.Paulo,SP), Revista Bibliográfica e Cultural (S.Paulo,SP), Veredas (S.Paulo,SP), Meiotom (Atibaia,SP), Verdes Trigos (Presidente Prudente,SP), O Boêmio(Matão,SP), Gazeta do Rio Pardo(S.José do Rio Pardo,SP), Jornal de Letras(Rio de Janeiro,RJ), Arte de Fato(Rio de Janeiro, RJ), Revista da Academia Mineira de Letras (Belo Horizonte, MG), A Semana (Divinópolis, MG), Jornal da Cidade (Poços de Caldas,MG), Brand News (Poços de Caldas,MG), Jornal da Associação Nacional de Escritores (Brasília, DF), Hoje em Dia (Brasília, DF), Opção Cultural (Goiânia, GO), Letra&Fel(Vitória,ES), Fronte Cultural (Chapecó,SC), Diário da Manhã (Pelotas,RS), Verbo21 (Salvador,BA), Diversos Afins(Ilhéus,BA), Correio das Artes(João Pessoa, PB) e Alto Madeira (Porto Velho,RO). Coautor dos livros Um Poeta Brasileiro em Portugal; (Temas Originais,Coimbra/Letra Selvagem,S.Paulo) e Tecendo Literatura: Entre Vozes e Olhares (Humanitas,S.Paulo). Ator bissexto, participou dos curta-metragens Através dos Bosques e Os Sonhos, ambos do diretor Otávio Mendes. 

Itamar Santos nasceu em São Paulo, SP. É mestrando em Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa pela Universidade de São Paulo (USP). Licenciado em Artes pela Faculdade Belas Artes de São Paulo e em Desenho pela União das Faculdades Francanas (UNIFRAN). Cursou Administração de Empresas na Universidade Cidade de São Paulo (UNICID) e Teatro no Teatro Escola Macunaíma. Fez cursos de especialização na York University, Seneca College e The Bickford Centre, em Toronto, Canadá, onde viveu por mais de uma década, trabalhando como tradutor. Professor de Artes, Desenho e Inglês, nos níveis médio e superior. Como ator atuou nas peças A Exceção e a Regra (Bertold Brecht), Em Nome do Teu Coração (William Butler Yeats), O Berço de Ouro (Erasmo Caldas), Romeu e Julinha (Oscar Von Pfhul), Vamos Falar de Amor Sem Dizer Que Eu Te Amo (Heiner Müller) e nos curta-metragens Através dos Bosques, Irremediável e Os Sonhos, do diretor Otávio Mendes. É autor do argumento do curta-metragem Os Sonhos, de duas peças teatrais, Passagens de Tempo (baseada no livro homônimo do psiquiatra e filósofo Mauro Maldonato) e Eutanásia, bem como dos livros infantis O Pequeno Don e O Ladrão de Sonhos e da novela Tobias, todos inéditos. Como jornalista, colaborou na São Paulo Review (S.Paulo, SP), Linguagem Viva (S.Paulo, SP), Protexto (S.Paulo, SP), Meiotom (Atibaia, SP), Arte de Fato (Rio de Janeiro, RJ), Letra&Fel (Vitória, ES), Verbo 21 (Salvador, BA), Diversos Afins (Ilhéus, BA) e Correio das Artes (João Pessoa, PB). É membro do Grupo de Pesquisas de Produções Literárias e Culturais para Crianças e Jovens da Universidade de São Paulo (USP). A Coluna +Cultura é veiculada no Portal Top Vitrine desde 3 de julho de 2015.

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